Deus solar e da saúde, que com o nome latinizado de Esculápio,
era o deus romano da medicina e da cura, herdado diretamente da mitologia
grega, na qual tinha as mesmas propriedades. Filho de Apolo
com a mortal Coronis, segundo reza uma narrativa mitológica
cantada pelo poeta Píndaro (522-443 a.C.), foi tirado pelo
pai do ventre da mãe no momento em que esta se encontrava na pira
funerária, conferindo-lhe o simbolismo da vitória da vida
sobre a morte. Nascido como mortal, aprendeu a arte da medicina com o centauro
Quirón e uma serpente ensinou-lhe como usar uma planta para
dar vida aos mortos.mas depois da sua morte foi-lhe concedida a imortalidade,
. Entre seus filhos com Epione foram particularmente importantes
Panacéia,
Hígia ou Higéia, as quais
foram intimamente associada ao culto a seu pai, e Telésforo.
Com seus infinitos conhecimentos em medicina e como um hábil cirurgião,
segundo a Ilíada de Homero, ele podia devolver a vida
aos mortos, embora não possuísse um caráter divino.
Isso provocou a ira de Zeus que não
queria ver Plutão perder os seus
mortos e, também, por achar que ele pretendia igualar-se aos deuses
tornando os seres humanos imortais, e o fulminou com um raio. Apolo,
seu pai, irritou-se e atacou os Ciclopes, ferreiros que tinham um
só olho, por estes terem feito o raio matador. Como punição,
Zeus finalmente concordou em admiti-lo
entre os deuses e tendo então o poder de curar aos enfermos e transformando-o
na constelação Ofiúco. O seu culto teria começado
em Epidauro, mas também e templos ou santuários espalharam
se em outros locais, como Kos, Knidos e Pérgamo, onde os sacerdotes
se dedicavam à cura de doentes e diziam-se descendentes diretos
dele. Enquanto em Roma, cujo culto foi iniciado por ordem do conjunto de
oráculos, denominado de profecias sibilinas (293 a.C.), era
considerado uma divindade menor, foi especialmente venerado em outras províncias
e muito prestigiado no mundo antigo. Seus segredos na arte da medicina
eram preservados nas ilhas gregas de Kós e Kithnos por sacerdotes.
Os santuários erigidos em sua homenagem se converteram em sanatórios
e é o Patrono dos médicos. Normalmente era representado como
um homem barbudo, com o ombro direito descoberto, de olhar sereno ao horizonte,
ora acompanhado de sua filha Higia, deusa da saúde, ora sozinho.
Seu braço esquerdo, sempre aparece apoiado em um cajado envolto
com uma serpente, o caduceu, que se transformou no símbolo
moderno da medicina.
Figura
copiada do site ATHENA:
http://www.athena.gr/index.php