Uma das doze divindade gregas do Olimpo, uma das divindades mais
ecléticas da mitologia greco-romana, que recebeu grande reverência
desde os tempos dos gregos primitivos até os romanos e, conhecido
primordialmente como uma divindade solar, também representou o ideal
grego da jovem beleza masculina e era o deus dessa juventude, ajudando
na transição para a idade adulta. Flho de Zeus
e da titã Leto, e irmão gêmeo da deusa da caça
Artêmis
e pai de Asclépio (Esculápio)
e de Orfeu, tornou-se o deus do sol,
da luz, da música, da poesia, da juventude, dos esportes e da caça
e ainda o deus da profecia: o senhor de todos os oráculos, inclusive
o de Delfos, o mais célebre de todos os lugares de profecias. Também
tinha sua parte negra, quando ele usa o arco, para disparar dardos letais
que matavam os homens com doenças ou mortes súbitas, e também
considerado o deus das pragas de ratos e dos lobos, que atormentavam muitas
vezes os gregos. Depois de ter morto a serpente Pitho que aterrorizava
as pessoas, em comemoração a essa façanha, ele instituiu
os Jogos Pithios, cujo vencedor nas competições de
força, velocidade ou corrida de carruagens era coroado com uma coroa
de louro. Fundador de cidades, dava boas leis, era um deus puro e justo
e que curava os doentes, venerado junto com este em grandes templos-hospitais,
onde se curavam várias doenças, sobretudo através
do sono. Pã (Fauno), que
havia inventado a gaita, desafiou-o para uma competição musical
que devia tocar a lira, e apesar da bela música tocada por
Pã
(Fauno
ou
Silvano), tocando a lira que ganhou como um presente
de Hermes, a canção sua
foi tão impressionante que foi imediatamente declarado vencedor.
Todos concordaram, menos Midas, seguidor de Pã,
e então o vencedor transformou suas orelhas de Midas em orelhas
de asno. Midas tentou esconder as orelhas debaixo de um grande turbante,
mas o seu cabeleireiro conhecia o segredo e não conseguia guardá-lo.
Não ousando dizê-lo a ninguém, cavou um buraco no chão,
cochichou o acontecido dentro do buraco e depois o cobriu. Mas uma moita
espessa de juncos nasceu e se pôs a sussurrar a história a
partir daquele dia, cada vez que o vento soprava sobre eles. Por espalhar
que era o melhor arqueiro entre os deuses, irritou Eros
(Cupido), o deus do amor, e este vingou-se disparando uma de suas
flechas no coração do desafeto e uma outra no coração
da ninfa Dafne, filha do deus-rio, Pineus. O deus logo apaixonou-se
por Dafne que costumava andar pelas florestas e, como Ártemis,
a deusa da caça, não queria se casar. Ele perseguiu-a, mas
ela se negou a parar e foi voando, seguida por ele, determinado em apanhá-la.
Cansada e prestes a cair no chão, Dafne chamou o seu pai,
o deus-rio, para salvá-la. No exato momento em que ela ia ser apanhada,
Dafne
foi convertida em um pé de louro (Dafne,
em grego, significa louro). Sem poder casar com a amada e
por amá-la tanto, ele decidiu que as coroas que seriam usadas para
distinguir as cabeças dos vencedores dos Jogos Típicos deveriam
ser feitas com galhos de louro. Tomou partico na famosa guerra de Tróia,
defendendo esta cidade, dizimando os aqueus com praga quando estes
ofenderam o seu sacerdote troiano, e acabando por matar Aquiles.
Em época mais tardia foi identificado com Hélios,
deus do sol, pois era antes o deus da luz, e por arrastamento a sua irmã
foi identificada com a deusa Selene,
da lua. Mitologicamente foi um deus de inúmeros amores, mas que
nunca teve sorte, por vingança de Eros,
deus do amor. Na mitologia etrusca, foi conhecido como Aplu e era
venerado no Chipre, com o título de Abeu.
(Colaboração de Renato Monteiro Kloss: rkloss@onda.com.br)
Figura
copiada do site ATHENA:
http://www.athena.gr/index.php