Poeta brasileiro nascido na Fazenda Santa Rita, em Rio Claro, província
do Rio de Janeiro, conhecido por uma vida efêmera, dedicado à
boêmia e à bebida, atraído constantemente pela marginalidade.
Depois dos estudos básicos em Angra dos Reis e Petrópolis,
transferiu-se para São Paulo (1859), mas só conseguiu ingressar
na Faculdade de Direito três anos depois, ano em que também
se casou em Sorocaba (1862). Profundamente religioso segundo seus biógrafos,
daí por diante a vida foi-lhe um rosário de boêmia,
de infelicidades, de intemperança alcoólica, mas de fecundidade
poética e de extraordinária inspiração. Influenciado
pelos decadente byronismo estudantil paulistano, a morte de seu
primeiro filho Emiliano (1863) com apenas três meses
de vida, inspirou-lhe seu mais conhecido poema, Cântico do Calvário.
Mudou-se para o Recife (1865) continuando o curso de Direito (3º ano),
mas com situação financeira precária, a doença
e morte da esposa, o fez retornar a São Paulo (1866), matriculando-se
no 4º ano. Os sofrimentos morais levaram-no a abandonar o curso e
todos os compromissos sociais: só duas realidades o consolavam -
a poesia e a natureza, e retornou à fazenda onde nascera,
continuando a escrever poesia. Casando-se outra vez, mudou-se para
Niterói, onde se entregou à bebida e passou a ter uma vida
errante, até que faleceu, já em estado de completo desequilíbrio
mental, aos trinta e quatro anos, após uma crise de apoplexia, deixando
uma viúva, duas filhas pequenas e uma obra poética de fulgurações
de gênio. Entre suas obras publicadas destacaram-se Noturnas
(1861), O estandarte auriverde (1863), Vozes da América
(1864), Cantos e fantasias (1865), Cantos. meridionais (1809), Cantos
do ermo e da cidade (1869), Anchieta ou o Evangelho nas selvas
(1875), Cantos Religiosos (1878) e Diário de Lázaro
(Rio, 1880).
Foto
copiada do site A LITERATURA BRASILEIRA:
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