Louis de Rouvroy, duque de Saint-Simon
(1675 - 1755)
Militar, diplomata e escritor de memórias francês nascido em Paris, celebrizado como autor de Mémoires do duque de Saint-Simon, uma coletânea considerada a mais valiosa crônica do período em que o autor vivia na corte francesa (1694-1723), no reinado de Luís XIV. De origem nobre, era filho único do segundo matrimônio do seu pai, duc Claude, fiel cavaleiro de Louis XIII, e como filho único, recebeu uma formação intelectual e moral superior à que normalmente receberia um outro jovem. Fez carreira militar no Exército, mas aparentemente não gostava da profissão das armas e particularmente sentia-se atraído por história. Casou-se (1695) com Marie-Gabrielle de Durfort de Lorge, menina primogênita do Marechal-Duque de Lorge e pediu baixa do exército (1702) alegando motivo de saúde, mas o principal motivo era por não conseguir as promoções que achava merecer. Após a morte do rei (1711), participou do conselho de regência ( 1712-1715) de Philippe de Orléans, serviu na Espanha por um breve período. Com a morte de Philippe (1723), afastou-se definitivamente da corte. Trabalhou como redator de um jornal diário do marquês de Dangeau, onde começou a publicar suas Mémories (1729-1738). A primeira edição definitiva foi editada em 43 volumes (1879-1928), e posteriormente foi publicada outra, em sete volumes (1947-1961).  Sua obra, autêntico monumento literário, influenciou Balzac e Proust. Não confundir com Claude de Rouvroy, duque de Saint-Simon (1607-1693), cortesão francês, e Claude Henri de Rouvroy, Conde de Saint-Simon (1760-1825)-, fundador do socialismo utópico francês. Faleceu em sua cidade natal, a capital francesa.