Leoš Janácek
(1854
- 1928)
Compositor
tcheco nascido em Hukvaldy, Morávia, então parte do Império
Austríaco, um dos expoentes do nacionalismo musical no século
XX e em cuja obra aliou a inspiração popular aos então
modernos recursos de composição. Filho de um professor, foi
educado na abadia de São Tomás, em Brno, onde começou
a se interessar pela música folclórica moraviana e eslovaca
Ainda jovem conheceu Antonín Dvorák (1841-1904) e
estudou música nos conservatórios de Praga, Leipzig, São
Petersburgo (1870) e Viena (1879–1880), onde foi aluno do compositor e
professor musical austríaco Franz Krenn (1816=1897). Dedicou-se
desde cedo à crítica e à pesquisa de música
folclórica, que empreendeu com o compositor tcheco František
Bartoš (1837-1906). Foi um dos seus fundadores do colégio de
organistas de Brno, futuro conservatório local, e seu primeiro diretor,
cargo que exerceu por quase quatro décadas consecutivas (1881-1920).
Em parte deste período (1884-1888) publicou o jornal Hudebni
Listy e iniciou suas composições operísticas.Sua
primeira ópera, Šárka (1881), era romântica
ao estilo de Wilhelm Richard Wagner (1813-1883) e Bedrich Smetana
(1777-1857). Também dirigiu a Orquestra Filarmônica Tcheca,
como também se dedicou à crítica musical e à
pesquisa folclórica. Tornou-se conhecido fora de sua terra após
a estréia em Praga (1916), da ópera Jenufa, uma composição
original com o nome de Její pastorkyna (1904), e que obteve
grande sucesso em Viena (1918). Compositor nacionalista eslavo como mostrou
em composições como nas óperas Výlet pana
Broucka do Mesíce (1917) e Príhody lisky Bystrovsky
(1924), também exaltou as terras russas. Visitou algumas vezes a
Rússia (1896), cuja revolução homenageou na rapsódia
orquestral Taras Bulba (1918) e a ópera Kát'a Kabanová
(1921). Morreu em Ostrava, aos 74 anos, sendo considerada sua obra-prima
Glagolská
mse (1926), um texto litúrgico com letra em eslavo eclesiástico.