Leopoldo
Constantino Fróis da Cruz
(1882 - 1932)
Autor
e ator brasileiro nascido em Niterói, então capital do Estado
do Rio de Janeiro, que deu seguimento ao esforço pioneiro de João
Caetano, de libertar a produção teatral brasileira da
influência lusitana, dando-lhe um cunho nacionalista, de dar à
arte cênica e sobretudo a dicção brasileira valor de
curso estético. Irmão da escritora e atriz
Corina Fróis,
estudou no Colégio Pedro II e depois formou-se em direito. Seguiu
para Paris (1902) onde fez cursos de arte dramática. Estreou no
teatro português, em um palco de Lisboa, fazendo um dos papéis
de O rei maldito, peça de Marcelino de Mesquita. Voltou
ao Brasil (1908) e organizou sua própria companhia e por mais de
duas décadas mobilizou a atenção do público
e fez grande sucesso no eixo no Rio de Janeiro e em São Paulo (1917-1927),
com freqüentes excursões pelo interior. Escreveu também
duas peças em três atos para o teatro, a saber, Mimosa
e Outro amor. No cinema, trabalhou em Perdida (1916)
e Minha noite de núpcias (1931). Foi o primeiro presidente
da Casa dos Artistas, no Rio, e morreu em um sanatório de Davos,
Cantão Grisões, na Suíça (1932). Íris
Fróis, filha de Corina Fróis e também atriz,
escreveu uma biografia romanceada do tio (1960).