Leon Hirszman
(1937 - 1987)
Cineasta brasileiro nascido no Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, cuja obra cinematográfica teve profundas raízes na realidade social brasileira, um dos fundadores do Cinema Novo, movimento que começou a se esboçar no início dos anos 60 e se firmou ao longo daquela década. Ainda estudante de Engenharia iniciou suas atividades em cineclubes e ligou-se a Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri e Oduvaldo Viana Filho, junto com sua vigorosa e consistente militância política, no movimento estudantil no Rio de Janeiro, tendo sido um dos fundadores do CPC - Centro Popular de Cultura, da União Nacional dos Estudantes, a UNE. Seu primeiro trabalho como diretor, foi o curta Pedreira de São Diogo, um dos cinco episódios do filme coletivo Cinco vezes favela (1962). Filmou documentários entre os brilhantes Maioria absoluta (1964) e Ecologia (1974). Seus primeiros longa-metragens A falecida (1965), sobre o texto de Nelson Rodrigues, e o musical Garota de Ipanema (1967), não entusiasmaram a crítica e foram fracassos de bilheteria. O sucesso veio com São Bernardo (1972), versão cinematográfica do romance de Graciliano Ramos e com o personagem principal vivido pelo ator Othon Bastos. A consagração mundial viria com Eles não usam black-tie (1981), adaptado da peça de Gianfrancesco Guarnieri, com o qual conquistou o grande prêmio no festival de Veneza. Seu último trabalho foi o extenso documentário Imagens do inconsciente (1987), sobre a pintura de três esquizofrênicos. Morreu no Rio de Janeiro, vítima de AIDS que ele contraiu durante uma transfusão de plasma sanguíneo, depois de quase um ano de tratamento, deixando três filhos: Irma, Maria e João Pedro, com sua companheira, Cláudia Fares Menhem. Sua obra foi caracterizada pela abordagem desde o ambiente da favela ao universo rural, da classe média carioca aos dilemas do operariado das grandes cidades, e na sua obra relacionaram-se sucessos de público como Garota de Ipanema (1967), roteiro com Eduardo Coutinho e direção, São Bernardo (1972), roteiro e direção, e Eles não usam black-tie (1981), roteiro junto com Gianfrancesco Guarnieri e direção,