Padre
Leonel Edgard da Silveira Franca
(1893 - 1948)
Padre e educador brasileiro nascido em São
Gabriel, Rio Grande do Sul, um dos expoentes do pensamento católico
no Brasil de profunda influência cultural e religiosa no país.
Ingressou na Companhia de Jesus (1908), aos quinze anos, iniciou o curso
de letras (1910) no Colégio Anchieta e terminou sua formação
religiosa em Roma cursando o triênio de filosofia na Universidade
Gregoriana (1912-1915). Voltou ao Rio (1915) e iniciou o magistério
no Colégio Santo Inácio, onde publicou seu primeiro livro,
Noções de História da Filosofia (1918). Retornou
a Roma (1920) para retomar seus estudos na mesma universidade e três
anos depois, foi ordenado Sacerdote. Publicou seu primeiro grande livro:
A Igreja, a Reforma e a Civilização (1923) e no ano seguinte
doutorou-se em filosofia e teologia, em Oya na Espanha (1924), completando
o último ano da formação jesuítica. De volta
ao Brasil, ensinou aos estudantes jesuítas no Colégio Anchieta,
em Nova Friburgo, até transferiu-se definitivamente para o Rio de
Janeiro (1927), onde publicou suas obras mais importantes, O Divórcio
e A Psicologia da Fé, e foi nomeado para o Conselho Nacional
de Educação, do qual foi um dos fundadores (1931). Sua influência
como ideólogo católico exerceu-se no magistério e
na avultada obra, de grande repercussão. Seus artigos, conferências
e livros o fizeram uma figura nacional na confrontação ideológica
da época. Além dos livros dos livros citados também
foram importantes A igreja, a Reforma e a civilização
(1922), Catolicismo e protestantismo (1933), A psicologia da
fé (1934) e A crise do mundo moderno (1941) e também
uma tradução do livro bíblico dos Salmos. Dedicou
seus últimos anos de vida à fundação e consolidação
da primeira universidade particular do país e no final do ano assumiu
como primeiro reitor da recém-inaugurada Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro, a PUC-Rio (1940), a qual deu
por lema Alis nil grave. Exerceu o cargo até sua morte, no
Rio de Janeiro, de insuficiência cardíaca crônica, três
meses depois de receber o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira
de Letras, pelo conjunto da obra. Seu pensamento polêmico tendeu
sempre à unidade, à paz e à revelação
do valor cultural do catolicismo. Conferencista erudito e polêmico,
suas palestras representavam acontecimento intelectual de primeiro plano.
Nessas ocasiões levava a auditórios lotados figuras ilustres
como Epitácio Pessoa, Alceu Amoroso Lima, Sobral
Pinto e Murilo Mendes. Nomeada em sua honra, a Fundação
Padre Leonel Franca foi criada (1983) com a missão de gerir projetos
e programas de interesse da sociedade, em sintonia com os propósitos
da PUC-Rio, uma instituição autônoma, sem fins lucrativos,
vinculada à universidade e credenciada junto a diversos órgãos
de fomento à pesquisa, articulando convênios, celebrando contratos
e coordenando a gestão de projetos de relevantes importância
técnica, científica e sócio-cultural e sediada no
próprio campus da PUC-Rio.