Ex-craque da seleção brasileira nascido em São Cristóvão,
no Rio de Janeiro, craque da seleção brasileira (1938), campeão
estadual pelo São Paulo, Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo, inventor
da jogada bicicleta e conhecido como o Diamante Negro, apelido
que ganhou dos uruguaios (1932). Começou a carreira no Sírio
e Libanês, da Tijuca (1930) e, o ano seguinte, foi para o Bonsucesso,
cujo estádio, na Rua Teixeira de Castro, oficialmente leva seu nome.
Ganhou seu primeiro título pela seleção brasileira,
o da Copa Rio Branco (1932) e, no mesmo ano, foi para o Peñarol,
do Uruguai, onde sofreu com contusões nos joelhos e, assim, não
foi bem aceito pela torcida. Retornou ao Brasil (1934) e foi campeão
carioca pelo Vasco. Na Copa do Mundo da Itália (1934) marcou
o único gol da derrota para a Espanha, por 3 a 1. No ano seguinte
(1935) foi campeão carioca pelo Botafogo, do qual saiu reclamando
de ser vítima de racismo dentro do clube, e depois jogou no Flamengo
(1936-1941), ajudando a crescer a popularidade do clube, cujo elenco contava
também com Domingos da Guia. Símbolo de ascensão
social para os negros, neste período viveu seu momento de maior
brilho quando foi artilheiro da Copa do Mundo, na França (1938),
com oito gols e foi considerado o melhor jogador do mundo. Dono de invulgar
elasticidade, ele ganharia na Copa o apelido de Homem de Borracha.
Como o jogador mais popular de sua época, no ano seguinte, foi campeão
carioca pelo Flamengo e, na maior transferência do futebol sul-americano
na época, cerca de 200 contos de réis, foi para o São
Paulo, pelo qual conquistou cinco títulos estaduais (1943 / 1945
/ 1946 / 1948 / 1949). Na estréia, empate de 3 a 3 com o Corinthians,
em 24 de maio, o Pacaembu recebeu 72.018 pagantes, um recorde até
hoje insuperado. Pela seleção brasileira, além de
participar de dois mundiais (1934 / 1938), foi vencedor da Copa Rocca
(1945), disputou 26 partidas, sendo 19 oficiais, e marcou 25 gols. Assinalou
seu último gol nos 5 a 4 do São Paulo sobre o Botafogo, no
Torneio Rio-São Paulo (1950). No ano seguinte, encerrou a carreira.
Depois de ter tentado ser treinador no São Paulo, acabando se tornando
comentarista esportivo da Jovem Pan (1952-1963) levado por Paulo Machado
de Carvalho para ser comentarista esportivo. Depois que deixou a profissão
de cronista esportivo, não voltou mais aos estádios de futebol
e em uma de suas últimas entrevistas (1983) já lamentava
a violência que estava assolando o futebol e também o êxodo
de nossos craques para o exterior. Internado numa clínica para idosos
e era acompanhado pela mulher, D. Albertina Santos, vítima
do mal de Alzheimer e de diabetes e morreu aos 90 anos, em Cotia,
no Estado de São Paulo e sepultado no Cemitério da Paz, em
São Paulo, mesmo local do velório. Graças ao centroavante,
bicicleta passou a ser uma jogada de pura arte, com a qual o jogador
se projeta para trás com ambas as pernas no ar e com uma delas acerta
a bola, com perfeição, de preferência para marcar o
gol. Tendo inspirado o nome do chocolate Diamante Negro, as magias
de seu talento em campo encontram-se registradas em fotografias desgastadas
pelo tempo e em raros rolos de filmes quase irrecuperáveis, mas
tal qual um diamante, hão de brilhar pela eternidade nas páginas
da história do nosso futebol.
Figura copiada do site O MELHOR
DA HISTÓRIA DO FUTEBOL:
http://www.geocities.com/Colosseum/Pressbox/5814/frames.html