Leônidas da Silva
(1913 - 2004)
Ex-craque da seleção brasileira nascido em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, craque da seleção brasileira (1938), campeão estadual pelo São Paulo, Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo, inventor da jogada bicicleta e conhecido como o Diamante Negro, apelido que ganhou dos uruguaios (1932). Começou a carreira no Sírio e Libanês, da Tijuca (1930) e, o ano seguinte, foi para o Bonsucesso, cujo estádio, na Rua Teixeira de Castro, oficialmente leva seu nome. Ganhou seu primeiro título pela seleção brasileira, o da Copa Rio Branco (1932) e, no mesmo ano, foi para o Peñarol, do Uruguai, onde sofreu com contusões nos joelhos e, assim, não foi bem aceito pela torcida. Retornou ao Brasil (1934) e foi campeão carioca pelo Vasco. Na  Copa do Mundo da Itália (1934) marcou o único gol da derrota para a Espanha, por 3 a 1. No ano seguinte (1935) foi campeão carioca pelo Botafogo, do qual saiu reclamando de ser vítima de racismo dentro do clube, e depois jogou no Flamengo (1936-1941), ajudando a crescer a popularidade do clube, cujo elenco contava também com Domingos da Guia. Símbolo de ascensão social para os negros, neste período viveu seu momento de maior brilho quando foi artilheiro da Copa do Mundo, na França (1938), com oito gols e foi considerado o melhor jogador do mundo. Dono de invulgar elasticidade, ele ganharia na Copa o apelido de Homem de Borracha. Como o jogador mais popular de sua época, no ano seguinte, foi campeão carioca pelo Flamengo e, na maior transferência do futebol sul-americano na época, cerca de 200 contos de réis, foi para o São Paulo, pelo qual conquistou cinco títulos estaduais (1943 / 1945 / 1946 / 1948 / 1949). Na estréia, empate de 3 a 3 com o Corinthians, em 24 de maio, o Pacaembu recebeu 72.018 pagantes, um recorde até hoje insuperado. Pela seleção brasileira, além de participar de dois mundiais (1934 / 1938), foi vencedor da Copa Rocca (1945), disputou 26 partidas, sendo 19 oficiais, e marcou 25 gols. Assinalou seu último gol nos 5 a 4 do São Paulo sobre o Botafogo, no Torneio Rio-São Paulo (1950). No ano seguinte, encerrou a carreira. Depois de ter tentado ser treinador no São Paulo, acabando se tornando comentarista esportivo da Jovem Pan (1952-1963) levado por Paulo Machado de Carvalho para ser comentarista esportivo. Depois que deixou a profissão de cronista esportivo, não voltou mais aos estádios de futebol e em uma de suas últimas entrevistas (1983) já lamentava a violência que estava assolando o futebol e também o êxodo de nossos craques para o exterior. Internado numa clínica para idosos e era acompanhado pela mulher, D. Albertina Santos, vítima do mal de Alzheimer e de diabetes e morreu aos 90 anos, em Cotia, no Estado de São Paulo e sepultado no Cemitério da Paz, em São Paulo, mesmo local do velório. Graças ao centroavante, bicicleta passou a ser uma jogada de pura arte, com a qual o jogador se projeta para trás com ambas as pernas no ar e com uma delas acerta a bola, com perfeição, de preferência para marcar o gol. Tendo inspirado o nome do chocolate Diamante Negro, as magias de seu talento em campo encontram-se registradas em fotografias desgastadas pelo tempo e em raros rolos de filmes quase irrecuperáveis, mas tal qual um diamante, hão de brilhar pela eternidade nas páginas da história do nosso futebol.

Figura copiada do site O MELHOR DA HISTÓRIA DO FUTEBOL:
http://www.geocities.com/Colosseum/Pressbox/5814/frames.html