Lauro Severino Müller
(1863 - 1926)
Engenheiro militar, político e diplomata brasileiro nascido em Itajaí, Estado de Santa Catarina, que à frente dos ministérios da Viação e das Relações Exteriores empreendeu grandes realizações e tornou-se um dos mais respeitados políticos da Velha República. Descendente de imigrantes alemães da colônia São Pedro de Alcântara, ainda adolescente e apaixonado discípulo de Benjamin Constant, foi estudar no Rio de Janeiro e formou-se em engenharia militar (1888), no posto de primeiro-tenente. Doutor em Leis pela Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, iniciou sua carreira pública (1889), quando recebeu de Deodoro da Fonseca a incumbência de organizar a província transformada em Estado de Santa Catarina. Eleito deputado ao Congresso Constituinte (1890-1891), também foi o primeiro presidente do estado de Santa Catarina (1890-1891). Eleito senador (1899) permaneceu no Senado Federal até sua morte. Foi ministro da Viação, no governo de Rodrigues Alves, e das Relações Exteriores (1912-1914), nos governos de Hermes da Fonseca e Venceslau Brás. Como Ministro da Viação, implantou o plano ferroviário nacional e executou as obras do porto do Rio de Janeiro e a abertura da Avenida Central. Como Ministro das Relações Exteriores, tentou aproximar o Brasil da Argentina e do Chile para fins de integração econômica, mas teve que se afastar da pasta no início da primeira guerra mundial, por causa de sua ascendência alemã. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras como terceiro ocupante da Cadeira 34, eleito em 14 de setembro (1912) na sucessão do Barão do Rio Branco e recebido pelo Acadêmico Afonso Celso em 16 de agosto (1917) e faleceu no Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Suas principais obras publicadas foram os discursos Os ideais republicanos, Liga de Defesa Nacional, Saudação a Hélio Lobo e vários relatórios como ministro das Relações Exteriores.