Kurosawa Akira
(1910 - 1998)
  Cineasta japonês nascido em Tóquio, o primeiro do Japão a ganhar fama internacional e consagrar-se como mestre do cinema mundial. Filho mais novo de oito filhos de um administrador militar, foi educado na Escola Primária de Kuroda Edogawa. Após a escola secundária, em Keika, estudou em Doshusha, onde se dedicou à pintura de estilo ocidental e, apesar do insucesso como pintor, não abandonou sua paixão pelas artes. Entrou para o cinema (1936) como assistente de direção e logo destacou-se como roteirista, atividade pela qual foi premiado, e chegou a diretor na década seguinte. Seu debut como diretor foi com o filme foi Sanshiro Sugata (1943) e o sucesso veio logo depois com A mais bonita (1944). Casou-se com a protagonista do filme, Yaguchi Yoko, com quem teve uma filha e um filho, o produtor Hisao Kurosawa. Logo depois da guerra dirigiu a comédia Os homens que pisaram na cauda do tigre (Tora no o wo fumu otokachi, 1945), que por motivos políticos com as forças de ocupação, só começou a ser exibida na década seguinte (1952). Sua fama internacional começou com o drama policial O anjo embriagado (Yoidore tenshi, 1948) e que lançou um novo ator, Mifune Toshiro, que passou a estrelar a maioria dos seus filmes. Ganhou o Leão de Ouro no festival de Veneza com Rashomon (1951), o primeiro filme japonês a ralmente atrair a atenção do Ocidente e foi um grande sucesso comercial. Ganhou o Urso de Prata e o Prêmio FIPRESCI, no Festival de Berlim, por A Fortaleza Escondida (Kakushi toride no san akunin, 1958). Filmou várias adaptações de obras literárias, de autores mundiais como Dostoievski, Shakespeare e Gorki, e na década seguinte, fundou seu próprio estúdio, onde realizou grandes filmes. Também ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro com Derzu Uzala (1975), um filme rodado na Sibéria, e um Oscar honorário (1990). Um dos seus últimos grandes sucessos foi Ran (1985), versão do Rei Lear de Shakespeare no Japão medieval, que ele mesmo dizia ter sido a obra de sua vida e com o qual ganhou o Prêmio Bodil de Melhor Filme Europeu (1985). Viúvo (1985), o introdutor dos samurais no cinema, morreu em Setagaya, aos 88 anos, como um dos cineastas mais importantes nomes da história do cinema japonês, e influenciando uma grande geração de diretores do mundo todo. Seu o último trabalho foi Depois da Chuva (Ame agaru, 1999) concretizado postumamente por seu discípulo Takashi Koizumi. Outras obras de destaque em sua carreira foram O cão danado (Nora inu, 1949), O idiota (Hakuchi, 1951), Viver (Ikiru, 1952), Os sete samurais (Sichinin no samurai, 1954), Leão de Prata, no Festival de Veneza (1954), Trono manchado de sangue (Kumonosu jô, 1957), Ralé (Donzoko, 1957), O barba ruiva (Akahige, 1965), Prêmio OCIC no Festival de Veneza (1965), Dodesukaden (1970), Kagemusha, a sombra do samurai (Kagemusha, 1980), Sonhos (Yume, 1990), oito episódios baseados em sonhos do diretor, e por último, Madadayo (1993)

Figura copiada da página AKIRA KUROSAWA:
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