Imperador romano do Oriente (527-565) nascido em Tauresium, Dardânia,
perto da atual cidade macedônia de Skopje,
também conhecido como Justiniano, o Grande, legalizou o
digesto, coleção das decisões dos jurisconsultos
romanos mais célebres e que é uma das quatro partes do Corpus
Juris Civilis: Pandectas. Sobrinho de Justino I,
recebeu educação esmerada e o título de augusto
e, com a morte do tio (527), foi coroado imperador. Fixou como principal
objetivo restaurar a unidade do Império Romano e, para isso, manteve
guerra defensiva contra os persas, então governados pelo sassânida Khosrau
I, que lhe impôs, para garantir a paz, um tributo anual. Julgando
que a cultura pagã das academias era uma ameaça ao cristianismo
ortodoxo fechou todas as escolas filosóficas e perseguiu seus membros
que, na sua maioria, procuraram asilo em países do Oriente Médio,
notadamente na Pérsia. Esta data (529) é considerada o final
do desenvolvimento científico europeu na antiguidade. Este acontecimento
teve seu lado positivo, pois enquanto os europeus esqueciam a geometria
e discutiam os caminhos da salvação, o conhecimento científico
grego propagava-se pelo Oriente Médio e Extremo Oriente, voltando
evoluído alguns séculos mais tarde. Com seus generais Belisário
e Narses deteve os bárbaros nos Balcãs, recuperou
grande parte do império invadido pelos povos germânicos e
declarou guerra aos vândalos, que haviam estabelecido um reino no
norte da África, com capital em Cartago e, derrotando o rei vândalo
Gelimero, reconquistou o norte da África. Com tropas essencialmente bizantinas iniciou
uma ofensiva militar contra o reino dos ostrogodos, na Itália. Derrotou Totila,
último rei dos godos (552), e estendeu seu domínio
pela Córsega, a Sardenha e as Baleares. Apoiou Atanagildo
e recebeu em paga várias cidades da Espanha. A medida de suas conquistas
ia implantando seu vasto programa imperial e
difundindo os códigos legais dos romanas. No campo interno seu
governo caracterizou-se pelo florescimento cultural e, sobretudo, pela
codificação do direito romano. Nomeou comissões
jurídicas sob a presidência do notável Triboniano
e de dois outros ilustres jurisconsultos,
Doroteu e Teófilo.
Com o objetivo de pôr o direito ao alcance dos jovens que iniciavam
estudos jurídicos, mandou Triboniano, Doroteu e Teófilo
redigirem um manual, as Institutiones (533), e promulgou depois
nova coletânea de leis, as Novellae Leges e o Codex repetitae
praelectionis (534), complemento de sua obra legislativa. Todo esse
monumento jurídico foi chamado, desde a Idade Média,
Corpus
juris civilis. Essa monumental obra influenciou o sistema legal de
quase todos os países europeus. Morreu em Constantinopla
(565), sendo que no seu reinado também se destacou
a liderança de sua esposa
Theodora.
Figura copiada do site HISTÓRIANET:
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