Flávio Pedro Sabácio Justiniano ou Justiniano I
(483 - 565)
  Imperador romano do Oriente (527-565)
nascido em Tauresium, Dardânia, perto da atual cidade macedônia de Skopje, também conhecido como Justiniano, o Grande, legalizou o digesto, coleção das decisões dos jurisconsultos romanos mais célebres e que é uma das quatro partes do Corpus Juris Civilis: Pandectas. Sobrinho de Justino I, recebeu educação esmerada e o título de augusto e, com a morte do tio (527), foi coroado imperador. Fixou como principal objetivo restaurar a unidade do Império Romano e, para isso, manteve guerra defensiva contra os persas, então governados pelo sassânida Khosrau I, que lhe impôs, para garantir a paz, um tributo anual. Julgando que a cultura pagã das academias era uma ameaça ao cristianismo ortodoxo fechou todas as escolas filosóficas e perseguiu seus membros que, na sua maioria, procuraram asilo em países do Oriente Médio, notadamente na Pérsia. Esta data (529) é considerada o final do desenvolvimento científico europeu na antiguidade. Este acontecimento teve seu lado positivo, pois enquanto os europeus esqueciam a geometria e discutiam os caminhos da salvação, o conhecimento científico grego propagava-se pelo Oriente Médio e Extremo Oriente, voltando evoluído alguns séculos mais tarde. Com seus generais Belisário e Narses deteve os bárbaros nos Balcãs, recuperou grande parte do império invadido pelos povos germânicos e declarou guerra aos vândalos, que haviam estabelecido um reino no norte da África, com capital em Cartago e, derrotando o rei vândalo Gelimero, reconquistou o norte da África. Com tropas essencialmente bizantinas iniciou uma ofensiva militar contra o reino dos ostrogodos, na Itália. Derrotou Totila, último rei dos godos (552), e estendeu seu domínio pela Córsega, a Sardenha e as Baleares. Apoiou Atanagildo e recebeu em paga várias cidades da Espanha. A medida de suas conquistas ia implantando seu vasto programa imperial e difundindo os códigos legais dos romanas. No campo interno seu governo caracterizou-se pelo florescimento cultural e, sobretudo, pela codificação do direito romano. Nomeou comissões jurídicas sob a presidência do notável Triboniano e de dois outros ilustres jurisconsultos, Doroteu e Teófilo. Com o objetivo de pôr o direito ao alcance dos jovens que iniciavam estudos jurídicos, mandou Triboniano, Doroteu e Teófilo redigirem um manual, as Institutiones (533), e promulgou depois nova coletânea de leis, as Novellae Leges e o Codex repetitae praelectionis (534), complemento de sua obra legislativa. Todo esse monumento jurídico foi chamado, desde a Idade Média, Corpus juris civilis. Essa monumental obra influenciou o sistema legal de quase todos os países europeus. Morreu em Constantinopla (565), sendo que no seu reinado também se destacou a liderança de sua esposa Theodora.

Figura copiada do site HISTÓRIANET:
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