Julius Wagner-Jauregg
(1857 - 1940)
Médico patologista austríaco nascido em Wels, professor
da Universidade de Viena, Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina
(1927) pela descoberta da importância terapêutica da inoculação
da malária na dementia paralytica (1917). Filho de Adolf
Johann Wagner, estudou no Schottengymnasium, em Viena, e passou a estudar
medicina na Universidade de Viena (1874). Lá estudou com Salomon
Stricker, no Instituto Geral de Patologia Experimental, obtendo
seu doutorado a tese L'origine et la fonction du coeur accélére
(1880). Deixou o Instituto (1882) e aceitou um posto de assistente numa
clínica de psiquiatria em Leidesdorf (1883). Foi nomeado Professor
Extraordinário na Faculdade de Medicina da Universidade de Graz
(1889) como sucessor de Krafft-Ebing e Diretor de Neuro-Psiquiatria,
onde iniciou suas pesquisas que o levaram ao Nobel. Foi nomeado (1892)
Landesirrenanstalt e tornou-se (1893) professor extraordinário
de psiquiatria e doenças nervosas e diretor da Clínica de
Psiquiatria e doenças nervosas de Viena, como sucessor de Meynert.
Dez anos depois ( 1902), já pesquisando sobre a malária,
mudou-se para a clínica psiquiátrica do Allgemeines Krankenhaus
(Hospital Geral). Publicou mais de 80 papers científicos e escreveu
Myxödem und Kretinismus (1912); Lehrbuch der Organotherapie
(com G. Bayer, 1914),
Verhütung und Behandlung der progressiven
Paralyse durch Impfmalaria (1931). Casou-se com Anna Koch e tiveram
dois filhos: Julia (1900) e Theodor (1903), hoje Privatdozent
em química de Viena. Aposentou-se (1928), quando se retirou de seu
posto em Steinhof e morreu em Viena.
Foto
copiada do site NOBEL e-MUSEUM:
http://www.nobel.se/