Escritor francês nascido em Nantes, um dos mais lidos e imaginativos
da literatura universal, precursor da moderna ficção científica
e conhecido como o pai da ficção científica.
O mais velho dos cinco filhos do advogado Pierre Verne e de Sophie
Allote de la Fuÿe, de uma família burguesa de Nantes, foi
educado em sua cidade natal. Seu pai, desejoso que o filho seguisse a carreira
de advogado, enviou-o para estudar direito em Paris. Na capital francesa
começou a se interessar pelo teatro e abandonou a faculdade, passando
a escrever peças teatrais, porém não conseguiu firmar-se
como dramaturgo. Sua peça teatral mais lembrada foi Les Pailles
rompues (1850). Sem o apoio financeiro do pai, passou a trabalhar
como corretor de ações. Durante esse período conheceu
os escritores Alexandre Dumas e Victor Hugo e uma viúva
com duas filhas chamada Honorine de Viane Morel, com quem se casou
(1857) e teve um filho (1861) chamado Michel Jean Pierre Verne.
Sua carreira literária começou a se destacar quando se associou
ao editor Pierre-Jules Hetzel, profissional experiente que trabalhava
com grandes nomes da época. Seu sucesso como romancista veio quando
publicou no Magasin d'Éducation et de Récréation,
a primeira de suas Voyages extraordinaires, o romance de aventuras
Cinq
semaines en ballon (1863), relato de uma viagem aérea sobre
regiões então desconhecidas da África central. Fixou-se
definitivamente em Amiens (1872), onde morreu, e nunca saiu da França.
Com inabalável prestígio graças à prolífica
produção de romances de viagens e aventuras, seus romances
tiveram inúmeras adaptações cinematográficas.
Foi agraciado com o prestigioso título de cavaleiro da Legião
de Honra (1892). Escreveu imortais romances como Le Voyage au centre
de la Terre (1864), De la Terre à la Lune (1865), Vingt
mille lieues sous les mers (1870), L'Île mystérieuse
(1874),
Le Tour du monde en quatre-vingt jours (1883), Le Sphinx des
glaces (1897), e a publicação póstuma L'Étonnante
aventure de la mission Barsac (1920).
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