Humanista espanhol nascido em Cuenca, Espanha, um dos principais divulgadores
das idéias de Erasmo na Espanha e na Itália, juntamente
com seu irmão gêmeo, Alfonso de Valdés. De uma
família influente na vida religiosa, política e literária
da região, irmão gêmeo de Alfonso Valdés,
entrou na Universidade de Alcalá (1528) e iniciou correspondência
com o pensador Erasmo. Seu primeiro trabalho foi Diálogo de la
doctrina cristiana (1529), que por defender os princípios de Erasmo
em detrimento das formas externas de culto, a obra foi denunciada à
Inquisição. Após o perdão (1531) de suas críticas
à política papal, onde, por exemplo, defendia a validade
do matrimônio de Henrique VIII com Catarina de Aragão,
ele deixou a Espanha, mudando-se para Roma, atuando na corte do papa Clemente
VII (1530-1534). Por influência do seu irmão, que havia
sido secretário do imperador Carlos V, o I da Espanha,
foi nomeado arquivista de Nápoles (1534), cidade em que residiu
pelo resto da vida e morreu sete anos depois. Em Nápoles escreveu
com mais intensidade e suas obras mais importantes, em grande parte publicadas
postumamente. Neste período sua primeira produção
foi um tratado filológico, Diálogo de la Lengua (1535).
Professando um ecletismo cristão, com elementos tirados do catolicismo
e do protestantismo, tornou-se em guia espiritual de um grupo de nobres,
para quem traduziu textos sagrados e escreveu tratados publicados em versões
italianas póstumas: Alfabeto cristiano (1546) e Ciento
y diez consideraciones divinas (1550). Sua obra mais importante foi
o Diálogo de la lengua (1535), tratado de preceitos literários
inovadores sobre o emprego da língua vernácula.
Figura copiada do site de ANTONIO
DUEÑAS MARTÍNEZ:
http://www.antonioduenas.es/