José
Reis
(1907 - 2002)
Brilhante
biomédico, jornalista, educador e administrador brasileiro nascido
na cidade do Rio de Janeiro, grande divulgador da ciência no Brasil,
paradigma internacional do Jornalismo científico, preocupado em
escrever sobre ciência de forma que todas as pessoas entendessem.
Décimo primeiro filho de uma família de 13 irmãos,
iniciou o curso secundário no Colégio D. Pedro II (9120)
onde ganhou o prêmio Pantheon na conclusão do curso
como melhor aluno (1924). Iniciou curso na Faculdade Nacional de Medicina
(1925) e durante o curso de medicina, realizou estudos de patologia no
Instituto Oswaldo Cruz e obteve o Prêmio Oswaldo Cruz. Recebeu,
então, um convite para trabalhar no Instituto Biológico de
São Paulo como bacteriologista (1929), começando efetivamente
sua carreira de divulgador da ciência. Terminou o curso de medicina
(1930) e começou a preparar panfletos com linguagem acessível
e escrevia artigos científicos para a revista agrícola Chácaras
e Quintais. A convite do professor Thomas M. Rivers, realizou um
estágio no Instituto Rockfeller, nos Estados Unidos (1935-1936).
Foi convidado pelo interventor Fernando Costa a dirigir o Departamento
de Serviço Público do Estado de São Paulo (1943).
Também escreveu livros para o público infanto-juvenil para
estimular nas crianças o interesse pelas disciplinas científicas.
O CNPq criou (1978) e concede, anualmente, o Prêmio José
Reis de Divulgação Científica a instituições,
jornalistas e cientistas. Participou da fundação da Sociedade
Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC (1948), sendo o primeiro
secretário-geral da entidade. Fundou e tornou-se editor da revista
Ciência
e Cultura (1949-1954). Tornou-se jornalista profissional brilhante
(1950) e escrevia sobre tudo: o lançamento do mais moderno satélite
espacial ou a extinção dos dinossauros eram temas para sua
coluna. Aposentou-se no Instituto Biológico (1958), recebendo o
título de Servidor Emérito e fundou, com José
Nabantino Ramos e Clóvis Queiroga, a Editora IBRASA -
Instituição Brasileira de Difusão Cultural S.A., onde
atuou como editor (1958-1978). Assumiu o cargo de Diretor de Redação
da Folha de São Paulo (1962), onde ficou por mais de cinco anos
( 1962-1967) e recebeu o Prêmio Governador do Estado de SP
de Jornalismo Científico. Neste período (1964) também
recebeu o Prêmio John R. Reitemeyerde jornalismo científico,
conferido pela primeira vez pela Sociedade Interamericana de Imprensa e
pela União Panamericana de Imprensa. Voltou a dirigir a Revista
Ciência e Cultura, da SBPC (1972-1985) e recebeu o Prêmio Kalinga,
da UNESCO (1975). Ao longo de seus 94 anos de vida, inúmeros foram
os prêmios que recebeu por sua contribuição à
ciência brasileira. oi indicado (2001) presidente de honra da recém-fundada
Associação Brasileira de Divulgação Científica,
ABRADIC. Atuou na Folha de S.Paulo, na coluna Periscópio,
até o momento de sua morte, no dia 16 de maio, em São Paulo.
Suas principais publicações foram os livros Tratado de
Ornitopatologia (1936), em colaboração com Paulo Nóbrega
e Annita Swenson Reis, e Educação é Investimento
(1968), com prefácio de Alceu Amoroso Lima, pela Editora IBRASA.