José Honório Rodrigues
(1913 - 1987)
  Professor, historiador e ensaísta brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ,  um dos mais importantes historiadores brasileiros do século XX e considerado o introdutor da historiografia crítica no Brasil. Filho do comerciante Honório José Rodrigues e de Judith Pacheco Rodrigues, fez os cursos ginasial e clássico no Externato Santo Antonio Maria Zacarias, Ginásio São Bento e Instituto Superior de Preparatórios e entrou na Faculdade de Direito da então Universidade do Brasil. Bacharelado em direito (1937) pela então Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, ainda estudante já escrevia para a revista A Época, da Faculdade de Direito. Resolveu escrever sobre História e aos 24 anos conquistou o Prêmio de Erudição da Academia Brasileira de Letras por seu primeiro trabalho em historiografia, Civilização holandesa no Brasil (1937), em colaboração com Joaquim Ribeiro, prêmio que muito contribuiu para que continuasse a estudar a História. Trabalhou como ajudante técnico do Instituto Nacional do Livro (1939-1944) período em que foi contemplado com uma bolsa de pesquisa da Fundação Rockefeller, morou nos Estados Unidos (1943-1944), freqüentando cursos na Universidade de Colúmbia e desenvolvendo pesquisas em história. Voltando definitivamente ao Rio de Janeiro, assumiu a direção da Divisão de Obras Raras e Publicações da Biblioteca Nacional (1945-1958), sendo diretor interino da mesma Biblioteca em várias ocasiões. Também dirigiu a Seção de Pesquisas do Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores (1948-1951) e o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro (1958-1964), tendo promovido extensa reforma do seu serviço. Foi professor do Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores (1946-1956), tornou-se professor do Ensino Superior do Estado da Guanabara (1949) até se aposentar e foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro por vários anos, além de professor visitante em inúmeras universidades norte-americanas, de Pós-Graduação na Universidade Federal Fluminense e do Doutorado da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi secretário executivo do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais (1964-1968) e editor da Revista Brasileira de Estados Internacionais. Tornou-se (1969) o terceiro ocupante da Cadeira 35 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão do advogado, poeta e escritor Rodrigo Octavio de Langgaard Meneses Filho (1892-1969) e teve ativa participação internacional. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Academia Portuguesa de História, da Royal Historical Society e da Hispanic Society of America, editor associado da Hispanic American Historical Review, membro do conselho diretivo da Revista de Historia de América, no México, e da Historical Abstracts, nos Estados Unidos, além de extensa colaboração em jornais e revistas. Além do Prêmio de Erudição da ABL (1937), recebeu o Prêmio Clio de Historiografia da Academia Paulista de Letras (1980), Prêmio de História do Instituto Nacional do Livro (1980) e a Medalha do Congresso Nacional (1980). Era casado com a jurista, tradutora para o português de muitas obras jurídicas estadunidenses e historiadora brasileira Lêda Boechat Rodrigues (1918- ), autora da História do Supremo Tribunal Federal, em 4 volumes, e morreu no Rio de Janeiro, aos 73 anos. Publicou, entre outras, as obras Historiografia e bibliografia do domínio holandês no Brasil (1949), Historiografía del Brasil - siglo XVI (1957), Historiografía del Brasil - siglo XVII (1963), Vida e história (1966), História e historiografia (1970) e os seis volumes de Independência, revolução e contra-revolução (1975-1976).

Figura copiada do sítio da ABL:
http://www.academia.org.br/