José Figueres Ferrer
(1906 - 1990)
Político costarriquenho nascido em San Ramón, na província de Alajuela, que empreendeu importantes reformas econômicas e políticas e se distinguiu na defesa da democracia. Um dos quatro filhos de Mariano Figueres Forges e de Francisca Ferrer Minguella, estudou na Escuela Primaria de Varones, em San Ramón, Alajuela, e como aluno interno do Colegio Seminario. Foi para Boston, Estados Unidos (1924) onde trabalhou na Salada Tea Company enquanto à noite estudava engenharia elétrica. Estudou no Massachussets Institute of Technology  e na Universidade de Columbia, Nova Iorque. Regressou à Costa Rica (1928), onde adquiriu a finca La Lucha Sin Fin e dedicou-se à administração dos negócios familiares. Conhecido como Don "Pepe" Figueres, foi as rádios para denunciar ações do governo de Calderón Guardia e assim se tornou um líder político, porém esta oposição ao governo custou-lhe o exílio no México (1942-1944). De volta ao seu país (1944), no governo de Teodoro Picado, liderou o grupo Ação Democrática, de oposição ao governo central. Não aceitou a derrota nas eleições (1948) e liderou, então, uma rebelião armada, que impediu a posse do presidente eleito (1948) Otilio Ulate Blanco. Criou a Junta Fundadora de la Segunda República dirigiu o país como Presidente durante pouco mais de um ano e meio (1948-1949). Nesse período aprovou uma nova constituição, aboliu o exército e declarou oficial a letra do Hino Nacional. Criou o Instituto Costarricense de Electricidad (ICE), que terminou com a crise de energia elétrica que afligia o país e promoveu nacionalizações, como o controle da United Fruit Company. Só então entregou o poder a Otilio Ulate em l 8 de novembro (1949). Fundou o Partido Liberación Nacional (1951), com o qual foi eleito Presidente da República (1953). Derrotado nas eleições (1958), voltou a ser eleito (1970), quando adotou políticas mais moderadas e com grande ênfase para a educação popular. Deixou o poder (1974), mas conservou o prestígio e a ligação com a social-democracia internacional até sua morte, em San José, capital do país, rodeado por seu filhos, José María, Mariano, Muni e Karen Cristina, e sua esposa Karen Olsen de Figueres. Foi declarado Benemérito de la Patria, pela Asamblea Legislativa. Também foi um escritor prolífico sendo seus livros de maior sucesso Cartas a un ciudadano (1956), La pobreza de las naciones (1973), Así nacen las palabras y los cuentos (1976), Franjas de luz: arboricultura en el paralelo 10 (1979) e El espíritu del 48 (1987).