José Alves Pedroza
(1915 - 2002)
Escultor
brasileiro mineiro da cidade de Rio Acima, que
foi auxiliar do escultor August Zamoyski, durante a Segunda Guerra
e depois filiou-se ao grupo de arquitetos chefiado por Oscar Niemeyer.
Iniciou os estudos no curso livre de esculturas da Escola Nacional
de Belas Artes do Rio de Janeiro (1936), onde
estudou escultura com Corrêa Lima, mas permaneceu nessa escola
por pouco mais de um ano. Depois da Guerra, viajou para a Europa
onde permaneceu por dois anos (1946-1948) e fez cursos na Itália
e um de aperfeiçoamento em talhe em pedra, na na França,
com Nicolussi. De volta ao Rio de Janeiro, filiou-se ao grupo
de arquitetos chefiado por Oscar Niemeyer, que lhe fez uma encomenda
para os jardins do Museu de Arte de Belo Horizonte, na Pampulha. Trabalhou
para o Centro Cívico de Curitiba (1955) e ilustrou o livro de poesias
de Maria Lúcia Alvim: Romanceiro de Dona Bêja.
Participou
dentre outras exposições coletivas, do Salão Nacional
de Belas Artes do Rio de Janeiro, e foi premiado por diversos trabalhos
apresentados. Faleceu aos 87 anos de insuficiência cardíaca,
em Belo Horizonte. O escultor mineiro foi um daqueles artistas dos anos
40 que ficaram um pouco no limbo da história da arte no Brasil,
por causa da excessiva importância dada aos modernistas e concretistas.
Com o passar dos anos, no entanto, parece que aos poucos sua obra vai sendo
melhor valorizada. Trabalhou essencialmente no eixo
Curitiba-São
Paulo-Rio de Janeiro-BeloHorizonte-Brasília e uma de suas obras
mais famosas foi a escultura da cabeça do Presidente JK,
em pedra sabão, medindo 1,30m de altura e pesando 1,5 tonelada, instalada (1960) na fachada leste do Museu da Cidade, Praça dos
Três Poderes, Brasília, DF.