John de Holywood ou Johannes de Sacrobosco
(1195 - 1256)
Mestre matemático e astrônomo britânico
nascido em Holywood, Yorkshire, Inglaterra, cuja obra foi composta de vários livros sobre matemática e astronomia, de grande influência na Europa, entre os séculos XIII e XVII. Educado em Oxford, tornou-se um cânon da Ordem de Santo Agostinho, no monastério de Holywood, em Nithsdale. Foi morar em Paris (1220), onde permaneceu até sua morte, e foi nomeado professor de matemática na Universidade de Paris (1221). Profundo conhecedor dos métodos árabes de aritmética e álgebra e astronomia, sua obra foi composta de vários livros, entre eles De Algorismus ou Algorismus vulgaris (1219), Tractatus de Sphaera (1220) e De Anni Ratione (1232). Em De Algorismus (1219), apresentou um trabalho em 11 capítulos, tratando de tópicos como adição, subtração, multiplicação, divisão, raízes quadradas e raízes de cubo, com inteiros positivos. Em Tractatus de Sphaera (1220), tratou sobre astronomia em quatro capítulos, em que o primeiro capítulo tratava da forma e lugar da Terra dentro de um universo esférico, o segundo capítulo dos vários círculos no céu, o terceiro descrevia o movimento dos corpos celestes e suas diferentes localizações geográficas e o quarto capítulo dava uma breve introdução à teoria de Ptolomeu dos planetas e de eclipses. Foi um livro que antecedeu o livro de astronomia de Grosseteste, largamente usado por toda a Europa a partir de meados do século XIII. Foi essencialmente o primeiro texto de astronomia em ser impresso (1472). Clavius o usou no século XVI e ainda permaneceu como texto de astronomia básico até o século XVII. Apesar de sua vida longa como um livro pedagógico, Barocius teria mostrado 84 erros no seu texto (1570). Outro seu livro importante foi De Anni Ratione (1232), tratando de tempo, um estudo sobre o dia, a semana, o mês  e o ano, bem como também a Lua e o calendário eclesiástico. Nele afirmou que o calendário Juliano tinha um erro e deveria ser corrigido em 10 dias, sugerindo uma reforma do calendário que omitisse um dia a cada 288 anos.