Johann Friedrich Blumenbach
(1752 - 1840)
Naturalista e antropólogo, fisiologista e anatomista comparativo germânico nascido em Gotha, fundador da antropologia como ciência e defendeu a região geográfica originária e a cor da pele como elementos demarcatórios para as classificações raciais. De uma família de tradicional de protestantes, era filho de Heinrich e Charlotte Eleonore Hedwig Buddeus e foi educado em literatura e ciências naturais. Terminou o Gymnasium (1769) e seguiu para a Universidade de Jena, onde desenvolveu estudos em fósseis, e depois entrou para a Universidade de Göttingen, onde se dedicou à história natural e recebeu seu M.D.(1775). Continuando em Göttingen conseguiu o doutorado com a tese De generis humani varietate nativa liber (1776) que o tornou famoso internacionalmente. Após isso, foi nomeado professor em Gottingen e tornou-se professor titular de medicina (1778). Publicou vários livros, entre eles Handbuch der Naturgeschichte (1779) e Institutiones Physiologicae (1787) e casou-se (1788) coma a filha de Georg Brandes, de influente posição na administração na University of Gottingen, e morreu nesta cidade. O conceito atual de raças foi fortemente influenciado por sua classificação taxonômica, exposta na terceira edição de seu livro De Generis Humani Varietate Nativa ou Das variedades naturais da humanidade (1795). Tomando como base a origem geográfica dos povos, este antropólogo dividiu a humanidade em cinco ramos raciais, a saber, branca ou caucasiana, negra ou etiópica, amarela ou mongólica, parda ou malaia e vermelha ou americana. Crendo que o berço da humanidade fosse as montanhas do Cáucaso, na Geórgia, considerava os caucasóides, grupo que incluía nativos da Europa, do Oriente Médio, do norte da África e da Índia, como o tipo perfeito.