Johan Gottlieb Gahn
(1745 - 1818)
Químico, físico,  mineralogista e cristalográfico e engenheiro de minas sueco nascido em Woxna, próximo a Söderhamn, que trabalhando na Universidade de Uppsala, foi o primeiro químico a isolar o magnésio puro (1774), mesmo ano em que também descobriu o elemento químico manganês, sua principal contribuição científica, reduzindo o seu óxido com carbono, por aquecimento do mineral pirolusita (MnO2). Filho de Hans Jacob Gahn (1719-1782) e de Anna Maria Schultz, era o segundo de doze irmãos e estudou química e mineralogia e foi oi assistente de Torbern Bergman, pioneiro química analítica na Universidade de Uppsala. Com Carl Wilhelm Scheele (1742-1786), de quem foi colaborador, descobriu o ácido fosfórico (1770). Ele recusou um contratado para o Colégio de Exploração de Minas de Estocolmo (1770), para ir trabalhar em uma fábrica de beneficiamento de cobre em Stora Kopparberget, Falum, a 200km a noroeste de Estocolmo, zona central do país e famosa pelas suas minas de cobre. Casou-se (1774) com Anna Maria Bergström, natural de Falum, com quem teve três filhos, a saber, Johan Henrik Gahn (1775-1834), Margaretha Gahn (1786-1813) e Maria Gahn (1789-1867). Praticamente 15 anos depois (1784) aceitou o convite para ser assessor do CEME. Salvou notas, papers e cartas de seu amigo Scheele, mas publicou muito pouco em relação ao muito que produziu. Aposentou-se (1809) e morreu em Falum, capital da pitoresca província de Dalarna. O mineral gahnite foi assim nomeado em sua honra. Além de cientista, também foi um ilustre pensador, escritor, poeta e um exímio professor na Universidade de Uppsala, e participou de pesquisas sobre as ações de muitas enzimas no metabolismo dos animais superiores.

Observações:

O magnésio foi descoberto (1755) pelo cientista escocês Joseph Black (1728-1799) e é um elemento químico de símbolo Mg de número atômico 12, com 12 prótons e 12 elétrons e massa atôica 24 u. É um metal alcalino-terroso sólido nas condições ambientais e o sexto elemento em abundância na crosta terrestre com cerca de 2,76% e é o terceiro mais abundante dissolvido na água de mar, porém não é encontrado livre na natureza. É empregado principalmente como elemento de liga com o alumínio. Os compostos de magnésio, principalmente seu óxido, é usado como material refratário em fornos para a produção de ferro e aço, metais não ferrosos, cristais e cimento. assim como na agricultura, industrias químicas e de construção. O uso principal do metal é como elemento de liga com o alumínio, empregando-a para a produção de recipientes de bebidas, componentes de automóveis como aros de roda e, maquinarias diversas. Biologicamente também é  um elemento químico essencial para a vida, tanto animal como vegetal.

O manganês ou, mais raramente manganésio pela sua semelhança com o magnésio, foi descoberto (1774) pelo sueco Johan Gahn, reduzindo o seu óxido com carbono e é um elemento químico, símbolo Mn, número atômico 25, com 25 prótons e 25 elétrons, e massa atômica 55 u, sólido em temperatura ambiente. É o segundo metal mais abundante na crosta terrestre, atrás do ferro e encontra-se amplamente distribuído. Não é encontrado livre na natureza e é obtido por redução dos óxidos com alumínio. É usado em liga com o ferro na produção de aços e em outras ligas metálicas  e, também, para a produção de pilhas. Para a indústria do aço o magnésio é essencial e ela consume mais de 95 % da produção mundial deste elemento. É também um elemento químico essencial às atividades biológicas, sendo necessário um consumo entre 1 a 5 mg por dia, quantidade que se consegue através dos alimentos.