Joaquim
José Inácio de Barros, o visconde de Inhaúma
(1808
- 1869)
Militar e político brasileiro nascido em Lisboa,
Potugal, primeiro e único barão e depois visconde de Inhaúma,
que prestou grandes serviços ao império e herói da
Guerra do Paraguai. Filho de José Vitorino de Barros e Maria
Isabel, veio para o Brasil antes de completar dois anos, acompanhando
o pai, oficial da Marinha portuguesa e entrou para a Academia de Marinha
aos l4 anos e tornou-se Aspirante da Marinha Imperial (1822). Iniciou
sua atividade militar profissional, participando da repressão revoltas
contra a monarquia, entre elas na Confederação do Equador
(1824), sob o comando de Lord Cochrane, e na campanha
cisplatina (1825-1829). Foi sendo gradativamente promovido, sendo segundo-tenente
(1825), primeiro-tenente (1829), capitão-tenente (1837), capitão
de fragata (1844), capitão de mar e guerra (1849), chefe de divisão
(1852), chefe de esquadra (1856) e vice-almirante (1867). Casou-se com Maria
José Mariz, filha do capitão de fragata Pedro Maria
de Sousa Sarmento, e tiveram cinco filhos. Enfrentou as revoltas da Cabanagem,
no Pará, a Sabinada, na Bahia, e a revolução Farroupilha,
no Rio Grande do Sul, levando preso (1837) do Rio de Janeiro à Bahia,
o chefe farroupilha, Bento Gonçalves da Silva. Já
como capitão-de-fragata no comando do navio Constituição
(1845), conduziu o jovem imperador Pedro II na viagem que selaria
a paz obtida pelo duque de Caxias no Sul. Ao retornar de missão
oficial em Londres, ajudou a reprimir em Pernambuco a revolução
Praieira (1849). Foi Ministro da Marinha no gabinete conservador de Caxias. Durante
a Guerra do Paraguai perdeu seu filho, o capitão-tenente Antônio
Carlos de Mariz e Barros, ferido na batalha da passagem do Passo
da Pátria (1866). No final deste mesmo ano substituiu o Marquês
de Tamandaré no comando da esquadra em operações
no Paraguai e comandou por dois anos a esquadra brasileira. Em fevereiro
do ano seguinte comandou a Passagem de Humaitá, feito que
lhe proporcionou o título de Visconde de Inhaúma.
Erudito, possuidor de uma excelente cultura literária e detentor
de várias comendas imperiais e cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora
da Conceição de Vila Viçosa, de Portugal, antes do
final da guerra, com a saúde abalada, voltou ao Rio de Janeiro,
onde faleceu 18 dias após sua chegada em sua residência, na
Rua do Senado, número 55, e foi sepultado no Cemitério de
São Francisco Xavier, no Cajú, Rio de Janeiro. Publicou diversos
artigos em jornais usando o pseudônimo de Leva Arriba.