Joaquim
Felício dos Santos
(1828 - 1895)
Romancista
brasileiro nascido em Serro, MG, cuja publicação em forma
de romance Memórias do distrito diamantino (1868), é
um clássico da historiografia brasileira, por sua fidedignidade
histórica e correção interpretativa. Formado em direito
pela faculdade de São Paulo (1850), dirigiu o periódico republicano
O
Jequitinhonha (1860-1872), em Diamantina, cidade onde morou e morreu,
no qual publicou diversos e curiosos folhetins, além de uma série
de artigos mais tarde transformados no Memórias. Ativo na
política, foi eleito deputado-geral (1864), quando propôs
a extinção do poder moderador e da vitaliciedade do Senado.
Também foi Senador da Constituinte (1890-1891), onde lhe coube presidir
os trabalhos preliminares da assembléia. Foi eleito novamente senador
às duas primeiras legislaturas ordinárias do Congresso Nacional.
Morreu no Rio de Janeiro RJ, em 13 de junho (1989) e em sua obra citam-se
o romance O pântano também reflete estrelas (1939),
o livro infantil João Bola (1956), o romance sobre
a guerra de Canudos João Abade (1958), o romance histórico
Major Calabar (1960), o romance sobre o quilombo dos Palmares Ganga
Zumba (1962), Acayaca (1866), Carlota Joaquina - a rainha
devassa (1968) e o famoso romance histórico Xica da Silva (1976),
Apontamentos
para o projeto do código civil brasileiro (1881) e Projeto
do código civil brasileiro (1882).