João Antônio Ferreira Filho
(1937 - 1996)
  Contista brasileiro nascido em São Paulo, SP, consagrado pelo emprego de temas do submundo e ligado à corrente de ficção urbana, procurando aproximar o idioma escrito do falado e incorporando a seus textos muitos termos de gíria, ditos e expressões populares. De uma família de imigrantes portugueses de poucos recursos, desde criança conheceu de perto a vida da cidade, que lhe daria temas freqüentes. Também teve sua experiência ampliada pelo exercício das profissões mais diversas: foi caixeiro, auxiliar de escritório e almoxarife até que se tornou publicitário e jornalista. Ganha os concursos de contos da revista A Cigarra e do jornal Tribuna da Imprensa, ambos do Rio de Janeiro (1958). Iniciou o curso de jornalismo e ganhou o concurso de contos do jornal Última Hora, de São Paulo (1959). Os originais de seu livro Malagueta, Perus e Bacanaço são destruídos no incêndio de sua casa (1960). O livro só será publicado (1963), totalmente reescrito. Ganhou o Prêmio Fábio Prado e dois Prêmios Jabuti (revelação de autor e melhor livro de contos do ano). Mudou-se para o Rio de Janeiro, para trabalhar no Jornal do Brasil (1964). Voltou (1966) a São Paulo para fazer parte da equipe criadora da revista Realidade. De volta ao Rio (1968), passou a colaborar com diversos jornais. Publicou Leão-de-chácara (1974) e ganhou o Prêmio Paraná. Editou o Livro de cabeceira do homem (1975) e criou a expressão imprensa nanica no jornal O Pasquim. Ainda nesse ano, foi agraciado com o Prêmio Ficção da APCA, SP. Seu conto Malagueta, Perus e Bacanaço foi adaptado para o cinema (1977), recebendo o nome de O jogo da vida. Recebeu o Troféu Calango do Prêmio Brasília de Ficção pela publicação de seu livro Dedo duro (1982). Ganhou vários outros prêmios e foi traduzido em vários países, especialmente latinos e do leste europeu, e morreu na cidade do Rio de Janeiro. Entre outros seus livros de contos mais conhecidas citam-se Leão de chácara (1975), Malhação do Judas carioca (1975) e Abraçado ao meu rancor (1986). Também publicou o ensaio Calvário e Porres do pingente Afonso Henriques de Lima Barreto (1977) e a biografia Noel Rosa, poeta do povo (1982).

Figura copiada so site PROJETO RELEITURAS:
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