Contista brasileiro nascido em São Paulo, SP, consagrado pelo emprego
de temas do submundo e ligado à corrente de ficção
urbana, procurando aproximar o idioma escrito do falado e incorporando
a seus textos muitos termos de gíria, ditos e expressões
populares. De uma família de imigrantes portugueses de poucos recursos,
desde criança conheceu de perto a vida da cidade, que lhe daria
temas freqüentes. Também teve sua experiência ampliada
pelo exercício das profissões mais diversas: foi caixeiro,
auxiliar de escritório e almoxarife até que se tornou publicitário
e jornalista. Ganha os concursos de contos da revista A Cigarra
e do jornal Tribuna da Imprensa, ambos do Rio de Janeiro (1958).
Iniciou o curso de jornalismo e ganhou o concurso de contos do jornal Última
Hora, de São Paulo (1959). Os originais de seu livro Malagueta,
Perus e Bacanaço são destruídos no incêndio
de sua casa (1960). O livro só será publicado (1963), totalmente
reescrito. Ganhou o Prêmio Fábio Prado e dois Prêmios
Jabuti (revelação de autor e melhor livro de contos do
ano). Mudou-se para o Rio de Janeiro, para trabalhar no Jornal do Brasil
(1964). Voltou (1966) a São Paulo para fazer parte da equipe criadora
da revista Realidade. De volta ao Rio (1968), passou a colaborar
com diversos jornais. Publicou Leão-de-chácara (1974)
e ganhou o Prêmio Paraná. Editou o Livro de cabeceira
do homem (1975) e criou a expressão imprensa nanica no
jornal O Pasquim. Ainda nesse ano, foi agraciado com o Prêmio
Ficção da APCA, SP. Seu conto Malagueta, Perus e Bacanaço
foi adaptado para o cinema (1977), recebendo o nome de O jogo da vida.
Recebeu o Troféu Calango do Prêmio Brasília de Ficção
pela publicação de seu livro Dedo duro (1982).
Ganhou vários outros prêmios e foi traduzido em vários
países, especialmente latinos e do leste europeu, e morreu na cidade
do Rio de Janeiro. Entre outros seus livros de contos mais conhecidas citam-se
Leão de chácara (1975), Malhação
do Judas carioca (1975) e Abraçado ao meu rancor (1986).
Também publicou o ensaio Calvário e Porres do pingente
Afonso Henriques de Lima Barreto (1977) e a biografia Noel Rosa,
poeta do povo (1982).
Figura
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