Jean-Paul Sartre
(1905 - 1980)
Escritor e dramaturgo francês nascido em Paris, onde também morreu, conhecido como um dos principais pensadores existencialistas, corrente filosófica que prega a liberdade individual do ser humano. Após a graduação na École Normale Superieure (1929), onde conheceu a escritora Simone de Beauvoir e com ela viveu até o fim de sua vida, lecionou em diversos colégios de Havre, Lion e Paris, até começar a ganhar notoriedade como escritor. Durante a segunda guerra mundial, convocado pelo Exército francês, foi por um ano prisioneiro dos alemães. Fundou a influente revista Les Temps Modernes (1946), com Simone de Beauvoir, e nos anos seguintes, desenvolveu intensa atividade política, marcada pela aproximação e posterior ruptura com o Partido Comunista Francês, desiludido com o comunismo soviético. Numa extensa obra, entre romances, peças teatrais e tratados filosóficos destacaram-se o romance La Nausée (1938), L'Imagination (1936), Esquisse d'une théorie des émotions (1939), L'Imaginaire: Psychologie phénoménologique de l'imagination (1940), L'Être et le néant (1943), L'Existencialisme est un humanisme (1946), Les Chemins de la liberté (1945-1949), Huis-Clos (1944), Les Mains sales (1948), Nekrassov (1955), Les Séquestrés de Altona (1959), Saint-Genet, comédien et martyr (1952), Critique de la raison dialectique (1960) e uma autobiografia Les Mots (1964). Premiado com o Nobel de Literatura (1964), por um trabalho rico em idéias e impregnado do espírito de liberdade e de busca da verdade que exerceram uma influência revolucionária na nossa época, recusou o prêmio por etr jurado alguns anos antes não mais aceitar premiações oficiais e, após ficar cego em seus últimos anos de vida, morreu em Paris.

Foto copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://www.nobel.se/