Escritor e dramaturgo francês nascido em Paris, onde também
morreu, conhecido como um dos principais pensadores existencialistas,
corrente filosófica que prega a liberdade individual do ser humano.
Após a graduação na École Normale Superieure
(1929), onde conheceu a escritora Simone de Beauvoir e com ela viveu
até o fim de sua vida, lecionou em diversos colégios de Havre,
Lion e Paris, até começar a ganhar notoriedade como escritor.
Durante a segunda guerra mundial, convocado pelo Exército francês,
foi por um ano prisioneiro dos alemães. Fundou a influente revista
Les Temps Modernes (1946), com Simone de Beauvoir, e nos anos seguintes,
desenvolveu intensa atividade política, marcada pela aproximação
e posterior ruptura com o Partido Comunista Francês, desiludido com
o comunismo soviético. Numa extensa obra, entre romances, peças
teatrais e tratados filosóficos destacaram-se o romance La Nausée
(1938), L'Imagination (1936), Esquisse d'une théorie des
émotions (1939), L'Imaginaire: Psychologie phénoménologique
de l'imagination (1940), L'Être et le néant (1943),
L'Existencialisme
est un humanisme (1946), Les Chemins de la liberté (1945-1949),
Huis-Clos
(1944), Les Mains sales (1948), Nekrassov (1955),
Les
Séquestrés de Altona (1959), Saint-Genet, comédien
et martyr (1952), Critique de la raison dialectique (1960) e
uma autobiografia Les Mots (1964). Premiado com o Nobel de Literatura
(1964), por um trabalho rico em idéias e impregnado do espírito
de liberdade e de busca da verdade que exerceram uma influência revolucionária
na nossa época, recusou o prêmio por etr jurado alguns anos
antes não mais aceitar premiações oficiais e, após
ficar cego em seus últimos anos de vida, morreu em Paris.
Foto
copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://www.nobel.se/