Jean-Henri Fabre
 (1823 - 1915)
Famoso entomologista francês nascido em Saint-Léons, Aveyron, que desenvolveu importantes descobertas sobre a anatomia e comportamento dos insetos, em uma época em que as ciências naturais despertavam grande interesse, especialmente coleópteros, como os besouros, ortópteros, como gafanhotos e grilos, e himenópteros, como vespas e abelhas. Filho de camponeses analfabetos que migraram para Rodez e depois Toulouse e Montepeliere. Autodidata por excelência, também estudou na École Normale de Vaucluse e nas universidades de Toulouse e Montpellier. Foi professor de grande sucesso em escolas de segundo grau e universidades em Carpentras, Ajaccio e Avignon. Nomeado para a cadeira de professor do liceu de Carpentras, França (1842), depois ensinou física no liceu de Ajaccio, capital da Córsega (1843-1851) e em seguida transferiu-se para Avignon para continuar a atividade docente no lycée of Avignon (1853). Com toda a vida consagrada ao estudo dos insetos, tornou-se famoso pelos estudos sobre anatomia e comportamento destes animais. Seu interesse nos hábitos e instintos dos insetos acentuou-se enquanto estudava para seu doutorado. Baseou a maior parte de sua pesquisa na observação direta de insetos em ambientes naturais noturnos, especialmente vespas e abelhas (Hymenopteras), besouros (Coleopteras) e gafanhotos e grilos (Orthopteras). Em seu estudo Hymenoptera, ele concluiu, por exemplo, que vespas freqüentemente picavam suas presas na região do centro nervoso, paralisando-a, e assim as vítimas poderiam ficar estocadas para consumo futuro. Isolou um corante vermelho-alaranjado (1866), mais tarde denominado alizarina, extraído da planta chamada ruiva, ou garança, utilizado para tingir tecidos, posteriormente produzido sinteticamente. Morreu em Sérignan-du-Comtat e entre suas publicações mais conhecidas estão Annales des Sciences Naturalles (1855-1858) e Souvenirs Entomologiques (1879-1907), em 10 volumes, além de A vida da aranha (1912), A vida da mosca (1913), A vida da lagarta (1918), e A vida do gorgulho (1922).