Barão James Sidney Ensor
(1860 – 1849)
Pintor belga nascido em Ostend, que com sua pintura desconcertante e grotesca, foi um dos precursores do movimento expressionista europeu como também do surrealismo. Inicialmente um gravador, sua pintura evoluiu de uma estética impressionista para o expressionismo, influenciado pela cor brilhante dos impressionistas e pelas imagens grotescas de alguns mestres flamengos mais futuristas tais como Hieronymus Bosch e Pieter Bruegel. Aderiu (1883) ao grupo vanguardista Les Vingt, e pintou multidões nos feriados de Ostend, e indivíduos grosseiros ou esqueléticos ou com as máscaras do carnaval, representando a humanidade como estúpida, suja, vã ou mesmo repugnante.. Foi expulso (1888) do grupo quando apresentou o quadro L'Entrée du Christ à Bruxelles, hoje no Museu Real de Belas-Artes, Antuérpia, uma paródia da entrada de Cristo em Jerusalém. Só quase quarenta anos depois o pintor teve o reconhecimento público, período em que se recolheu em um obstinado silêncio e continuou explorando seu universo em telas como Squelettes se disputent devant un pendu (1891). Neste período tardio pintou paisagens tradicionais, humanos imóveis, retratos, interiores pintados em profundidade com cores ricas e iluminadas. Foi feito (1929) barão pelo rei Alberto e morreu em Ostend. A exceção dos três anos que ele estudou na Academia de Bruxelas (1877-1880), viveu toda sua vida em Ostend, Bélgica.