Jakob Wassermann
(1873 - 1934)
Escritor germânico nascldo em Fürth, cidade industrial próxima de Nuremberg, na Alemanha, considerado por muitos como o maior novelista alemão dos últimos tempos pela agudeza das suas observações. Filho de modesto comerciante judeu, abandonou uma futura vida comercial como a do seu pais para seguir na vida boêmia da Munique, onde sobreviveu a uma juventude desordenada, aventureira, solitária e difícil. Em meio de muita descriminação causada pelo anti-semitismo dos alemães, escreveu seus primeiros artigos, contos e novelas e conseguiu que fossem publicados em um semanário de orientação polêmica e satírica, Simplicissimus. Seu primeiro romance publicado foi Die Juden von Zirndorf (1897) sobre a história dos judeus alemães no século XVII. Seu segundo romance, Geschichte der jungen Renate Fuchs (1900), tratou da sua preocupação com as tradições judaicas e seu enraizamento na cultura alemã. Com Das Gänsemännchen (1915) iniciou a nova fase de sua carreira, centrada nos problemas morais e na relatividade da justiça pública. Mas foi Christian Wahnschaffe (1918), um romance de inspiração dostoievskiana sobre a luta de um idealista puro contra a corrupção do meio ambiente, que consagou-se definitivamente como romancista de nível internacional que atingiu i máximo com a publicação de sua indiscutível obra-prima Der Fall Maurizius (1928), O Processo Maurizius, una história de um erro judiciário e do empenho de um jovem para libertar o homem que seu próprio pai condenara. Professor na Academia Prussiana de Letras, com o poder político passando para o nazismo, foi demitido por causa de suas origens judaicas, provou o amargor do exílio e morreu em Alt-Aussee, Áustria, a 1 ° de janeiro (1934). Escreveu outros romances e novelas de sucesso como Kaspar Hauser oder die Trägheit des Herzens (1903), Ulrike Woytich (1923), Faber oder die Ver orenen Jahre (1924), Laudin und die Seinen (1925), Etzel Andergast (1931) e uma seqüência de O Processo Maurizius, além de alguns contos notáveis, reunidos no volume Der Goldene Spiegel (1911) e uma autobiografia.