Jack St. Clair Kilby
(1923 - 2005)
Inventor estadunidense nascido em Jefferson City, Estados Unidos, especialista em desenvolvimento de chips e inventor do circuito integrado monolítico, o microchip (1958), tornando-se pioneiro na aplicação militar, industrial e comercial dessa tecnologia. Criado em Great Bend, Kansas, obteve o B.S. e M.S. degrees em engenharia elétrica nas universidades de Illinois e Wisconsin respectivamente, iniciando sua carreira profissional (1947) na  Centralab Division of Globe Union Inc., em Milwaukee, desenvolvendo produtos eletrônicos em condutores cerâmicos e circuitos eletrônicos. Entrou para a Texas Instruments, em Dallas (1958) e como novo pesquisador não tinha direito a férias. Ao ficar sozinho no laboratório da Texas Instruments (1958) e unir à mão uma série de transistores, ele criou quase que involuntariamente o primeiro circuito integrado. O pesquisador precisou enfrentar uma batalha judicial com Bob Noyce e a empresa Fairchild Semiconductor, mas ganhou o direito à patente. Lecionou como Distinguished Professor of Electrical Engineering at Texas A&M University (1978-1984). É detentor de cerca de 60 patentes, entre elas a da 36, um dos primeiros inventos a aplicar o circuito integrado, e é detentor de duas das maiores honrarias permitidas do mundo dos inventores americanos: a National Medal of Science (1970) e a inclusão no National Inventors Hall of Fame (1982), ao lado de nomes como Henry Ford, Thomas Edison e os Irmãos Wright. Também é Fellow of the Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) e membro da National Academy of Engineering (NAE). Também foi premiado com a Franklin Institute's Stuart Ballantine Medal, o NAE's Vladimir Zworykin Award, o American Society of  Mechanical Engineers' Holley Medal, e o IEEE's Metal of Honor, Cledo Brunetti Award, e David Sarnoff Award. No 30o aniversário da invenção do circuito integrado, o governo do Texas dedicou-lhe uma homenagem especial. Os circuitos integrados hoje fazem parte de equipamentos comercializados em todo o mundo, em um movimento total de mais de um trilhão de dólares. Ganhador da metade do Nobel de Física (2000), por sua contribuição na invenção dos circuitos integrados ou chips. A outra metade foi dividida entre o estadunidense Herbert Kroemer, da Universidade de Santa Barbara, Califórnia, e pelo bielo-russo Zhores Alferov, do Instituto Físico-Técnico Ioffe de São Petersburgo, por desenvolver estruturas semicondutoras usadas em equipamentos óptico-eletrônicos. As descobertas feitas pelos laureados permitiram que um sistema de informação se articulasse em torno de dois eixos básicos: rapidez - transmissão de grande volume de informação em pouco tempo - e miniaturização - adaptação dos equipamentos a escritórios, casas, maletas e até bolsos. O desenvolvimento do aparato que caracteriza hoje esse sistema - como computadores cada vez mais velozes e menores que transmitem dados por meio de fibras ópticas na Internet ou telefones móveis interligados por satélites - deve muito às pesquisas dos premiados. Os chips presentes nos equipamentos eletrônicos modernos seguem a linha evolutiva que passou pelas válvulas dos rádios e pelos transistores A microeletrônica, base da tecnologia contemporânea, foi viabilizada pela invenção dos circuitos integrados nos anos 60, pela qual esse estadunidense da Texas foi um dos responsáveis. Os chips estão presentes nos processadores de computadores que controlam de aparelhos domésticos, como o forno microondas, a complexas sondas espaciais ou equipamentos de diagnóstico médico. O criador do circuito integrado, base dos microchips dos atuais computadores, sofria de câncer e morreu aos 81 anos, em sua casa em Dallas, morte anunciada pela Texas Instruments, empresa na qual ele trabalhou até se aposentar (1998).

Figura copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://nobelprize.org/