Médica brasileira nascida em Aracaju, Estado de Sergipe, a
11ª médica a se formar e a primeira médica sergipana
a colar grau pela famosa Faculdade de Medicina da Bahia (1927), fazendo
o exame vestibular para o curso de obstetrícia (1921), após
defender a tese Da sexualidade e da Educação Sexual.
Filha de Silvano Auto de Oliveira e Marcionila Silva de Oliveira,
foi educada em Aracaju. Além de médica e professora, militou
no meio jornalístico, escrevendo para jornais sergipanos da época,
debatendo temas importantes da sociedade, tendo sido uma mulher cuja vida
intelectual foi muito ativa, tornando-se na mais importante presença
feminina no jornalismo de Aracaju, nas primeiras décadas do século
XX. Estudiosa de todo o processo educacional desenvolvido no Brasil, desde
jovem publicou artigos em jornais sergipanos, principalmente o Diário
da Manhã e o Correio de Aracaju, sempre defendendo a instrução
pública e o engajamento da sociedade na luta contra o analfabetismo.
Juntamente com outras abnegadas mulheres como a professora e política
Quintina Diniz de Oliveira Ribeiro (1878-1942), foi de importância
fundamental para a implementação da educação
de jovens e adultos no Estado de Sergipe. Foi professora e primeira secretária
da Liga Sergipense contra o Analfabetismo e da Escola Normal. Também
dedicada a emancipação feminina no Brasil, colaborou também
na Revista Feminina, editada em São Paulo. Também
foi professora particular de meninas e, compreensivamente para sua época,
condenava a moda, o cinema, a leitura de romances e as danças da
época para as jovens. Para ela a progressiva emancipação
feminina passaria pela cotidiana leitura de jornais, pela ampliação
da escolaridade feminina e pelo envolvimento das mulheres em atividades
filantrópicas e sociais. Na sua monografia de graduação,
defendeu a instrução feminina e a importância da educação
sexual para as mulheres, bem como salientou a necessidade do prazer feminino
nas relações sexuais. Depois de formada, mudou-se para o
Rio de Janeiro, então capital do país, e mais retornou à
sua cidade natal. Na cidade carioca exerceu a medicina como ginecologista
e clínica geral, iniciando em um posto de saúde público
no bairro da Penha e depois de poucos anos, em um consultório particular
seu, no mesmo bairro. A partir de então seu idealismo feminista
rapidamente decaiu bem como suas atividades intelectuais e jornalísticas
e, depois de mais de mais de meio século radicada na capital fluminense,
faleceu aos 87 anos na cidade do Rio de Janeiro.
Figura copiada do VIDA MÉDICA:
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