Cantora brasileira nascida na Rua da Alegria, Bairro do Brás, em
São Paulo, consagrando-se como uma das cantoras mais populares dos
meados do século XX. Sobrinha do famoso pintor José Pancetti,
quando ela tinha 13 anos e ajudava no engarrafamento de vinho da família,
foi levada pela mãe de nome Amélia, para a um programa
de calouros, A Hora da Peneira Rhodine, da Rádio Cultura,
onde foi reprovada. Um um ano depois (1937), fez uma nova tentativa no
programa de Otávio Gabus Mendes, na Rádio Record,
onde obteve o primeiro lugar interpretando o clássico Camisa
Listrada. Chegou a formar dupla com o cantor Vassourinha para
apresentações na Record, em shows e em circos e excursionou
por todo o Brasil. No ano seguinte foi contratada pela Rádio Record,
onde permaneceu toda a carreira, sem nunca trocar São Paulo pelo
Rio de Janeiro. Gravou o primeiro disco (1941), pela Columbia, com Chega
de tanto amor, choro de Mário Lago e Pode ser?,
samba de Geraldo Pereira e Marino Pinto com acompanhamento
de Benedito Lacerda e seu conjunto regional, e se firmou como uma
das grandes cantoras brasileiras. Influenciada pelos estilos de Carmen
Miranda e Araci de Almeida, foi apelidada de Isaurinha,
A Personalíssima pelo apresentador Blota Júnior,
que acabou batizando o seu primeiro LP. Gravou muitos sucessos com sua
voz marcante, de timbre agudo e anasalado, e seu sotaque bem paulista.
Durante uma excursão a Recife, conheceu o tecladista Walter Wanderley,
com quem viria a se casar e gravar alguns discos. Com Wanderley
viveu uma atribulada vida em comum e por quem sempre se mostrou publicamente
apaixonada e dessa união resultou uma única filha, Mônica.
Gravou mais de 50 discos em 78 rpm e mais de 10 LPs, ao longo da carreira.
Foi a primeira
Rainha do Rádio Paulista, Rainha da Noite
e Rainha dos Taxistas. Aposentou-se da Rádio Record (1970),
mas continuou a se apresentar em shows. A intérprete de sucessos
como Sorriso do Paulinho, Aperto de Mão, De Conversa
em Conversa e o que mais marcou sua carreira, Mensagem, da conhecida
letra Quando o carteiro chegou..., de Aldo Cabral e Cícero
Nunes, morou por toda a vida na capital paulista, onde também
faleceu e foi sepultada.
Figura
copiada do site CINE TV BRASIL
http://www.geocities.com/cinetvbrasil/