Inácio de Antióquia
(~ 30 - 107)
Patrístico do período pré-nissênico foi o segundo bispo de Antióquia, assumindo a chefia desta comunidade depois de Evódio. Alguns estudiosos o consideram o terceiro bispo de Antioquia, pois consideram São Pedro (10 a. C. - 67)  o primeiro bispo, por este ter fundado esta comunidade. Também cognominado Theoforos que significa carregado por Deus, por ser identificado como a criança que Nosso Senhor Jesus Cristo tomou nos braços. Tornou-se célebre por sua peregrinação forçada, em cadeias, de Antioquia a Roma (~100-107). Nas paradas que fazia para descanso, escrevia à comunidades que o tinham recebido ou que lhe enviara representantes. Condenado em Roma durante o reinado (98-117) de Trajano (53-117) e, prestes a ser martirizado, a força de sua fé ficou demonstrada em uma Carta aos Romanos: "... Deixem-me ser pasto das feras, pelas quais chegarei a Deus. Sou o trigo de Deus, moído pelos dentes das feras para tornar-me o pão duro de Cristo... Quando o mundo não puder mais ver  o meu corpo, serei verdadeiramente discípulo de Cristo.". Na Liturgia Oriental sua memória é celebrada no dia 17 de outubro, enquanto que na Ocidental é celebrado no dia 1º de Fevereiro.

OBS: A cidade de Antióquia foi fundada (300 a. C.) por Seleuco I Nicátor (354-281 a. C.), general de Alexandre Magno (356-323 a. C.) e herdeiro da satrapia da Babilônia, com o nome de Antiokheia, ou seja, cidade de Antíoco, em homenagem a seu pai e general de Filipe II da Macedônia (382-336 a. C.), este pai de Alexandre, hoje chamada de Antakya, na Turquia. Tornou-se a capital do império selêucida e grande centro do Oriente helenístico. Conquistada pelos romanos (64 a. C.), conservou seu estatuto de cidade livre e foi a terceira cidade do império depois de Roma e Alexandria, chegando a abrigar 500 mil habitantes. Evangelizada pelos apóstolos Pedro, Paulo e Barnabé, tornou-se uma metrópole religiosa, sede de um patriarcado e centro de numerosas controvérsias, entre elas o arianismo, o monofisismo e nestorianismo.