Humberto
de Campos Veras
(1886 - 1934)
Escritor,
jornalista, político, crítico, cronista, contista, poeta,
biógrafo e memorialista brasileiro nascido em Miritiba, hoje Humberto
de Campos, Estado do Maranhão, cuja obra extensa e variada, constando
sobretudo de crônicas e contos humorísticos, o tornaram um
dos autores mais populares em sua época. Filho de Joaquim Gomes
de Faria Veras, pequeno comerciante, e de Ana de Campos Veras,
ficou órfão do pai aos seis anos e deixou a cidade natal,
levado para São Luís. Aos 17 anos, passou a residir no Pará,
tornou-se aprendiz de tipógrafo e depois escriturário. Conseguiu
um lugar de colaborador e redator na Folha do Norte, em Belém do
Pará, iniciando-se (1908) no jornalismo, e pouco depois, na Província
do Pará, onde chegou a diretor. Fatores políticos forçaram-no
a mudar-se (1912) para a cidade do Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar
como redator de O Imparcial. Publicou seu primeiro livro, a coletânea
de versos intitulada Poeira (1910), um dos últimos livros
da escola parnasiana no Brasil. Sua longa série de
seus livros de prosa iniciou-se com Da seara de Booz (1918). Publicou
depois, entre outros,
A serpente de bronze (1921), A bacia de
Pilatos (1924), O monstro e outros contos (1932) e Poesias
completas (1933). Eleito membro da Academia Brasileira de Letras (1919)
para a Cadeira n. 20, sucedendo a Emílio de Menezes, substituiu
Múcio Leão na coluna de crítica do Correio da
Manhã (1923). Também foi eleito deputado federal pelo Maranhão
(1927), mas teve o mandato interrompido pela revolução (1930).
Suas Memórias (1933) são apontadas como seu livro
mais importante. Morreu no Rio de Janeiro, Distrito Federal, e seu Diário
secreto, publicado postumamente (1954), causou escândalo.