Hugo Marie de Vries
(1848 - 1935)
Botânico holandês nascido em Haarlem, que desenvolveu estudos sobre a evolução das espécies por observações de mutações e seleção natural, lançando os fundamentos da pesquisa genética. Educado também nas universidades de Heidelberg e Würzburg, obteve seu Ph.D. na Universidade de Leiden (1870) e, então, foi para a Universidade de Heidelberg para trabalho com o fisiologista alemão Julius von Sachs. Tornou-se professor de botânica na Universidade de Amsterdã (1877-1907), onde continuou suas pesquisas em fisiologia de células vegetais e criou uma linha de estudos sobre a evolução. Trabalhando separadamente (1886-1900), com o austríaco Erich Tschermak von Seysenegge o alemão Karl Correns, chegaram às mesmas conclusões sobre o cruzamento das espécies, ou seja, a hibridização. Cultivando a rosa Oenothera lamarckiana observou nítidas diferenças entre e espécies cultivadas e naturais descobriu novas variedades botânicas da planta que apareciam aleatoriamente entre os espécimes normais. Concebeu então a evolução como série de mudanças radicais abruptas que dariam surgimento a novas espécies. Deu ao fenômeno o nome de mutação. Quando estava prestes a publicar suas conclusões, recebeu de um amigo uma publicação do trabalho de Gregor Mendel e, surpreso descobriu que seus resultados apenas confirmavam uma pesquisa mais ampla sobre o assunto, realizada muitos anos antes, ou seja , os princípios da hereditariedade conhecidos como leis de Mendel. Foi, portanto, um dos redescobridores dos trabalhos de Mendel. Publicou, então, Die Mutationstheorie (1901-1903) em que resumiu o conteúdo das descobertas que o haviam levado a resgatar as idéias do monge alemão sobre a herança genética. Ainda estudou o trânsito por osmose dos alimentos e dos sais através das membranas dos vegetais e morreu próximo a Amsterdã.