Homero
Sá Barreto
(1884 - 1924)
Compositor, pianista e professor
brasileiro nascido em Cravinhos, Estado de São Paulo, patrono da
cadeira no
38 da Academia Brasileira de Música. Membros da pioneira
família Barreto de Ribeirão Preto, alguns dos quais
se destacaram como músicos e ele o principal destaque, um típico
artista romântico. Estudou humanidades em São Paulo, antes
de transferir-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou no Liceu de
Artes e Ofícios e, posteriormente, no Conservatório Livre
de Música. Freqüentou também o Instituto Nacional
de Música do Rio de Janeiro, onde teve aulas piano com Alfredo
Bevilacqua, de harmonia com Frederico Nascimento, e de composição
com Francisco Braga. Com problemas de saúde, deixou o instituto
e tornou-se livre docente da Escola Normal e foi nomeado professor de canto
do Instituto Nacional de Música (1917). Foi amigo íntimo
de Heitor Villa Lobos e Menotti Del Picchia e grande intérprete
de Chopin, faleceu tísico e solteiro aos 40 anos, na cidade
do Rio de Janeiro, e foi escolhido como Patrono da cadeira n. 38 da Academia
Brasileira de Música. Por causa da doença e do seu pouco
tempo de vida produziu uma pequena porém significativa obra,
constando óperas, missas e várias composições
para piano, violino e violoncelo. Entre suas obras principais estão
a ópera Jati, a música orquestral Suite antiga,
a música de câmara Moto perpétuo para violino,
a música vocal Desenganos e as música sacras Missa
pro defunto, Três Ave Marias e Ecce sacerdos magnus.
Nos anos 70 o então prefeito e ex-radialista Welson Gasparini
criou, por lei municipal, a Semana Homero Barreto, porém
hoje está esquecida.