[C/G]aius Julius Higinus
(64 a. C. - 17 d. C.)
Autor erudito latino nascido
talvez na Espanha, liberto de Augusto e por quem ele foi feito bibliotecário
da Biblioteca de Apolo, no Palatino, que desempenhou um papel importante
nas letras, escrevendo sobre historia, religião e até ensinamentos
sobre agricultura e criação de abelhas, produzindo textos
clássicos como Fabulae e De Astronomia, dos quais
ainda existem cópias. Discípulo do famoso Cornelius Alexander
Polyhistor, foi autor de volumosos trabalhos, incluindo tratados topográficos
e biográficos, comentários em Helvius Cinna e sobre
os poemas de Virgílio, todos originais hoje perdidos, depois
da morte de Augusto, entrou em desgraça e morreu em Roma, em grande
pobreza.
Higino
(~ 50 - 139)
Escritor,
astrônomo e mitógrafo latino, talvez nascido e morto em Roma,
cujo principal mérito literário consistiu no fato de ter
resumido os enredos de algumas tragédias de Eurípedes
e de Sófocles. Na sua época introduziram-se na astronomia
greco-latina, noções e designações de mitologia
egípcia e caldaica. A partir do fim da República Romana,
os astros já eram designados pelos próprios nomes dos deuses
e os últimos séculos do paganismo, a divindade dos astros
afirmou-se sem contestação, influenciada das crenças
orientais. Os escritos e os sábios da época em astronomia
e na mitologia foram muito confundidos.
Higino da Costa Brito
(1908 - 1988)
Médico
brasileiro nascido na então cidade de Paraíba, hoje João
Pessoa, capital do Estado da Paraíba, de destaque na medicina e
na imprensa paraibana. Filho do advogado Inácio da Costa Brito
(1855-1924) e de Maria Madalena Leal de Brito, e neto de Higino
da Costa Brito (1831-1906), formou-se em medicina pela Universidade
de Pernambuco e especializou-se no Rio de Janeiro em Oftalmologia e Tracomologia.
Foi interno no Hospital Gafrée Guinle, no Hospital São João
Batista, na Lagoa, e na Policlínica de Botafogo e de volta à
Paraíba, teve extensa atividade profissional na Inspetoria Sanitária
Escolar e no Departamento Estadual da Saúde, no Pronto Socorro,
na Santa Casa de Misericórdia e no Instituto de Medicina Legal.
Foi professor da Universidade Federal da Paraíba e escrevia regularmente
no jornal estatal A União e em outros órgãos
da imprensa. Foi membro da Academia Paraibana de Medicina, da Academia
Paraibana de Letras, da qual foi presidente, do Conselho Estadual de Cultura,
sócio-correspondente da Academia de Letras de Sergipe, e representou
a Paraíba em vários encontros e seminários de cultura.
Publicado o livro José Maciel - o profissional da medicina, o
homem público e o cidadão, foi casado com Ubalda Cavalcanti
Brito, com quem teve quatro filhos e morreu em João Pessoa.