Naturalista alemão nascido em Kiel, Alemanha, que com seu filho
brasileiro Rodolfo Teodoro Gaspar Wilhelm von Ihering, desenvolveu
trabalhos pioneiros sobre a fauna, flora e passado brasileiros.
Formado em medicina e história natural, era professor de zoologia
em Leipzig quando veio para o Brasil (1880), a fim de se dedicar às
pesquisas patrocinadas pelo governo imperial. No Brasil casou-se com a
jovem viúva Anna Maria Clarz Belzer e residiu inicialmente
em Taquara (1880-3), passou por Pedras Brancas, atual Guaíba (1883-1884),
Rio Grande (1884-1885), São Lourenço do Sul (1985) e viveu
7 anos numa ilha na foz do Rio Camaquã, a Ilha do Doutor.
Naturalizou-se (1885) e, após a proclamação da república,
mudou-se para São Paulo (1892) e tornou-se diretor do Museu Paulista,
do qual foi fundador e diretor por 25 anos. Afastado do cargo durante a
primeira guerra mundial, por intolerância para com sua origem alemã,
retirou-se para Blumenau, SC, e depois passou por muitos anos de sofrimento
e lutas. Como era conhecido e respeitado por cientistas do mundo todo,
com quem se correspondia, recebeu logo honrosos convites de museus e universidades.
Foi primeiro para o Chile e depois para o Museu de La Plata, na Argentina,
e onde lecionou zoologia na Universidade de Córdoba. Continuando
suas pesquisas de arqueologia e antropologia, doou-lhes sua preciosa coleção
de moluscos fósseis, ao retornar à Alemanha a convite da
Universidade de Giessen para lecionar (1924) e morreu em Budingen,
Upper Hesse, Alemanha. O eminente advogado Dr. Abrão Ribeiro,
restituiu-lhe o respeito e a honra, mas a mágoa da família
nunca diminuiu! A principal publicação de ambos, pai e filho,
foi o Atlas da fauna do Brasil (1917). Este seu filho Rodolpho
von Ihering seguiu os passos do pai, sendo destacado cientista e introdutor
da Limnologia no Brasil.
Figura copiada do artigo de MARIA
VON IHERING DE AZEVEDO:
http://www.ib.usp.br/ceo/