Herberto de Azevedo Sales
(1917 - 1999)
  Jornalista, contista, romancista e memorialista brasileiro nascido em Andaraí, Estado da Bahia, importante intelectual do auge dos Diários Associados, de Assis Chateubriand. Filho de Heráclito Souza Sales e Aurora de Azevedo Sales, fez o curso primário em sua cidade natal, e o curso ginasial incompleto em Salvador, no colégio Antonio Vieira, dos jesuítas. Abandonou os estudos e voltou para Andaraí, onde se dedicou à literatura. Seu primeiro romance publicado Cascalho (1944), deu-lhe prestígio nos meios literários do país e ele se transferiu (1948) para o Rio de Janeiro, onde passou a residir e tornou-se jornalista militante, com atividade nos Diários Associados, especialmente na revista O Cruzeiro, onde foi assistente de Redação. Foi eleito (1971) para a Cadeira n. 3 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Aníbal Freire da Fonseca. Mudou-se para Brasília (1974), onde foi por dez anos diretor do Instituto Nacional do Livro, e, por um ano, assessor da Presidência da República, sob José Sarney. Residiu em Paris (1986-1990), servindo como adido cultural à Embaixada brasileira e, regressando ao Brasil, auto-exilou-se em  São Pedro da Aldeia. Foi casado com Maria Juraci Xavier Chamusca Sales e com ela teve três filhos: Heloísa, Heitor e Herberto Filho. Faleceu no Rio de Janeiro e entre suas publicações citam-se principalmente romances, contos especialmente infanto-juvenis, folclore e memórias, a exemplo de Além dos marimbus, romance (1961), O sobradinho dos pardais, infanto-juvenil (1969), A vaquinha sabida, infanto-juvenil (1974), Subsidiário, memórias (1988), Rio dos morcegos, romance (1993) e A prostituta, romance (1996).

Figura copiada das páginas do CENTRO DE MEMÓRIA / ABL:
http://www.academia.org.br