Jornalista, contista, romancista e memorialista brasileiro nascido em Andaraí,
Estado da Bahia, importante intelectual do auge dos Diários Associados,
de Assis Chateubriand. Filho de Heráclito Souza Sales
e Aurora de Azevedo Sales, fez o curso primário em sua cidade
natal, e o curso ginasial incompleto em Salvador, no colégio Antonio
Vieira, dos jesuítas. Abandonou os estudos e voltou para Andaraí,
onde se dedicou à literatura. Seu primeiro romance publicado Cascalho
(1944), deu-lhe prestígio nos meios literários do país
e ele se transferiu (1948) para o Rio de Janeiro, onde passou a residir
e tornou-se jornalista militante, com atividade nos Diários Associados,
especialmente na revista O Cruzeiro, onde foi assistente de Redação.
Foi eleito (1971) para a Cadeira n. 3 da Academia Brasileira de Letras,
sucedendo a Aníbal Freire da Fonseca. Mudou-se para Brasília
(1974), onde foi por dez anos diretor do Instituto Nacional do Livro, e,
por um ano, assessor da Presidência da República, sob José
Sarney. Residiu em Paris (1986-1990), servindo como adido cultural
à Embaixada brasileira e, regressando ao Brasil, auto-exilou-se
em São Pedro da Aldeia. Foi casado com Maria Juraci Xavier
Chamusca Sales e com ela teve três filhos: Heloísa,
Heitor
e Herberto Filho. Faleceu no Rio de Janeiro e entre suas publicações
citam-se principalmente romances, contos especialmente infanto-juvenis,
folclore e memórias, a exemplo de
Além dos marimbus,
romance (1961), O sobradinho dos pardais, infanto-juvenil (1969),
A vaquinha sabida, infanto-juvenil (1974),
Subsidiário,
memórias (1988), Rio dos morcegos, romance (1993) e A
prostituta, romance (1996).
Figura copiada das páginas
do CENTRO DE MEMÓRIA / ABL:
http://www.academia.org.br