Henry Clemens van der Velde
(1863 - 1957)
  Arquiteto e decorador belga nascido em Antuérpia, um dos iniciadores do estilo art nouveau ou como conhecido também na época, modern style, caracterizado pelo emprego de linhas sinuosas, e considerado o artista mais internacional deste movimento artístico. Começou sua carreira profissional como pintor, influenciado pelo divisionismo dos neo-impressionistas e, depois, influenciado (1890) pelo inglês William Morris, passou a se dedicar ao desenho industrial, com a intenção de aplicar ao dia-a-dia suas concepções estéticas. Como arquiteto construiu a sua primeira casa para ele próprio, em Bruxelas, a Bloemenwerf (1895), embora ele nunca tenha estudado arquitetura, e começou a fazer sucesso pela criatividade de seus interiores, especialmente criando peças de mobiliário. Realizou uma exposição de móveis em Paris (1896) e outra em Dresden (1897), que, com suas linhas onduladas e seus motivos orgânicos, foram fundamentais para difundir o art nouveau na França e na Alemanha. E então foi um dos fundadores da escola de artes decorativa de Weimar (1902), a Bauhaus. Tornou-se no mesmo ano, conselheiro artístico do grão-duque de Weimar, reorganizou a Escola de Artes e Ofícios e a Escola de Belas-Artes e lançou as bases para a posterior fusão das duas instituições na Bauhaus, por iniciativa de Walter Gropius (1919). Projetou (1914) o teatro do Deutscher Werkbund, em Colônia. Depois de viajar por vários países da Europa, retornou à Bélgica (1925) e desenvolveu uma intensa atividade pedagógica, embora ainda tenha projetado alguns prédios, como o do Museu Kröller-Müller, em Otterlo. Morou em Paris (1910-1911), mas não fez e voltou para Weimar. Depois mudou-se para a Suíça (1917) onde morou dois anos e então passou 6 anos na Holanda e voltou para  Bruxelas (1926). Aposentado passou os últimos dez anos de vida na Suíça, longe dos refletores e morreu em Zurique, Suíça, aos 94 anos. Na arquitetura seus principais sucessos foram o Museu Folkwang, em Haia (1901), o Teatro Werkbund, em Koln (1914) e o Rijksmuseum Kröller-Müller, em Otterloo, na Holanda (1936-1938).

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