Hélio Quaglia Barbosa
(1941 - 2008)
Magistrado brasileiro nascido em São Paulo, Estado de São Paulo, que trabalhou em várias comarcas paulistas até chegar ao cargo de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (2004). Filho de Theodomiro Barbosa e de Raymunda Helena Quaglia Barbosa, foi educado no Instituto de Educação Caetano de Campos, onde cursou o primário e o ginasial. Fez o Curso Colegial no Estadual Presidente Roosevelt e diplomou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (1966). Foi Juiz Substituto da Circunscrição Judiciária de Araraquara (1969-1970, Juiz de Direito da Comarca de São Simão (1970-1973) e da Comarca de São Joaquim da Barra (1973), Juiz de Direito Auxiliar da Capital (1973-1978) e Juiz Auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo (1976-1977). Foi Juiz de Direito das 19a Vara Criminal e 4a Vara da Fazenda Municipal (1978-1984) e Juiz do Segundo Tribunal de Alçada Civil de São Paulo (1984-1993) até ser promovido a desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo pelo critério de antiguidade, com assento na 10ª Câmara de Direito Privado (1993). Conselheiro da Escola Paulista da Magistratura em dois biênios (1996/1997 / 1998/1999), integrou por três vezes (2001 / 2003 / 2004) a lista tríplice encaminhada ao presidente da República para indicação para o Superior Tribunal de Justiça. Na última vez, ingressou no STJ (2004), foi escolhido pelo Senhor Presidente da República para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do Ministro Luiz Carlos Fontes de Alencar. Após uma longa carreira no Tribunal de Justiça de São Paulo. Depois de ficar afastado durante três anos das matérias cíveis, retomou a análise de casos de direito privado, quando saiu da 6ª Turma e transferiu-se para a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (2006). Além deste órgão, o qual presidia, o ministro passou a integrar também a 2ª Seção e, depois, a Corte Especial do tribunal (2007). Foi relator de processos referentes a assuntos de repercussão nacional, como o caso do jornalista Pimenta Neves e o caso do juiz cearense Pecy Barbosa, que assassinou um vigia de supermercado. Participou de julgamentos importantes, como do primeiro (e até agora único) pedido de federalização de crimes contra os direito humanos, o caso Doroty Stang. No magistério foi professor secundário no Liceu Marechal Deodoro, em São Paulo (1964-1967) e Professor Titular de Direito Civil (1971-1983) e de Direito Administrativo (1973 a 1983) na Faculdade de Direito de Araraquara. Ministro do STJ, morreu  no Hospital Santa Rita, em São Paulo, aos 66 anos, de falência múltipla dos órgãos. O velório aconteceu na Assembléia Legislativa de São Paulo e o enterro no cemitério Getsêmani.