Escritor brasileiro nascido em Quebrangulo, AL, cujos textos voltados para
os problemas sociais e escritos em linguagem simples e coloquial, o tornaram
um dos escritores mais importantes para a língua portuguesa no Brasil.
Viveu em Buíque, PE, e Viçosa, AL, antes de morar em Palmeira
dos Índios, AL, onde inicialmente (1915), dedicou-se ao comércio
e ao jornalismo. Foi prefeito da cidade (1928-1930) e na década
seguinte morou em Maceió, AL, onde dirigiu a Imprensa Oficial e
da Instrução Pública e começou a escrever seus mais
importantes romances, em geral na primeira pessoa. Preso por motivos políticos
(1936), foi levado para o Rio de Janeiro, cidade onde se fixou após
ser libertado (1937), e retomou seu trabalho na imprensa. Durante o período
de prisão, escreveu Memórias do Cárcere, obra
publicada postumamente (1955). Filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro
(1945), visitou (1952) à União Soviética e à
Tchecoslováquia e morreu no Rio de Janeiro. A casa onde o escritor
viveu, em Palmeira dos Índios, foi desapropriada (1965) pelo governo
de Alagoas e transformada no Museu Graciliano Ramos. Sensível
pesquisador da alma humana, seus livros foram publicados em numerosos países,
como Alemanha, Argentina, Cuba, Estados Unidos, Finlândia, França,
Itália, Polônia e Rússia, com enorme sucesso, como
Caetés (1933), o fenomenal São Bernardo (1934), Angústia
(1936), Vidas secas (1938), A terra dos meninos pelados (1941),
Histórias de Alexandre (1944), Histórias incompletas
(1946), Insônia (1947) e Viagem (1954), um relato de
suas viagens aos países comunistas. Alguns de seus livros também
alcançaram relativo sucesso em premiações nas telas
do cinema: São Bernardo por Leon Hirszman (1972) e
Vidas secas (1963) e Memórias do cárcere (1984),
ambos dirigidos por Nelson Pereira dos Santos.
Foto
copiada do site A LITERATURA BRASILEIRA:
http://br.geocities.com/dariognjr69/