Gottfried Keller
(1819 - 1890)
  Poeta e romancista suíço suíço nascido em Zurique, considerado o maior representante da literatura suíça de expressão alemã do século XIX e cuja obra, de tendência realista e anti-romântica, e sobretudo nos contos, zombava da falsa cultura, da vaidade e da desonestidade provincianas, num estilo rico de metáforas engraçadas e originais. Filho de um operário de uma fábrica de sabão e de quem ficou órfão aos cinco anos, teve infância difícil. Foi educado no Armenschule zum Brunnenturm e entrou Industrieschule de Zurique (1832), de onde foi expulso aos 15 anos. Tornou um aprendiz de pintura de paisagens em Munique (1837) com Peter Steiger, e depois  (1837) com Rudolf Meyer (1803-1857). Então estudou arte por dois anos na Academia Real de Belas-artes em Munique, mas fracassou como pintor e regressou a Zurique (1842), onde acabou por ser a paixão política a revelá-lo como escritor. Após publicar alguns poemas, Gedichte (1846), obteve uma bolsa para estudar filosofia e literatura em Heidelberg (1848-1850). Mudou-se para Berlim (1850), onde morou durantes os cinco anos seguintes e escreveu o romance de cunho autobiográfico, com o qual se tornaria conhecido: Der grüne Heinrich (1854-1855) e as novelas de Die Leute von Seldwyla (1856). Em Zurique foi nomeado primeiro-secretário cantonal (1861), cargo que exerceria por 15 anos (1861-1876). Outro livro de sucesso foi Martin Salander (1886), seu último romance, no qual aproximou-se do naturalismo, numa dura crítica ao desvirtuamento da democracia pelo comercialismo. Também publicou contos de fundo social e histórico como Die Leute von Seldwyla (1856-1874), Sieben legenden (1872) e Züricher Novellen (1878) e faleceu em Zurique, sua cidade natal, sem nunca ter se casado.

Figura copiada da pagina GOTTFRIED KELLER:
http://home.snafu.de/mcthree/literatur/biografien/