Poeta e romancista suíço suíço nascido em Zurique,
considerado o maior representante da literatura suíça de
expressão alemã do século XIX e cuja obra, de tendência
realista e anti-romântica, e sobretudo nos contos, zombava da falsa
cultura, da vaidade e da desonestidade provincianas, num estilo rico de
metáforas engraçadas e originais. Filho de um operário
de uma fábrica de sabão e de quem ficou órfão
aos cinco anos, teve infância difícil. Foi educado no Armenschule
zum Brunnenturm e entrou Industrieschule de Zurique (1832),
de onde foi expulso aos 15 anos. Tornou um aprendiz de pintura de paisagens
em Munique (1837) com Peter Steiger, e depois (1837)
com Rudolf Meyer (1803-1857). Então estudou arte por dois
anos na Academia Real de Belas-artes em Munique, mas fracassou como pintor
e regressou a Zurique (1842), onde acabou por ser a paixão política
a revelá-lo como escritor. Após publicar alguns poemas, Gedichte
(1846), obteve uma bolsa para estudar filosofia e literatura em Heidelberg
(1848-1850). Mudou-se para Berlim (1850), onde morou durantes os cinco
anos seguintes e escreveu o romance de cunho autobiográfico, com
o qual se tornaria conhecido: Der grüne Heinrich (1854-1855)
e as novelas de Die Leute von Seldwyla (1856). Em Zurique foi nomeado
primeiro-secretário cantonal (1861), cargo que exerceria
por 15 anos (1861-1876). Outro livro de sucesso foi
Martin Salander
(1886), seu último romance, no qual aproximou-se do naturalismo,
numa dura crítica ao desvirtuamento da democracia pelo comercialismo.
Também publicou contos de fundo social e histórico como Die
Leute von Seldwyla
(1856-1874), Sieben legenden (1872) e Züricher
Novellen (1878) e faleceu em Zurique, sua cidade natal, sem nunca ter
se casado.
Figura
copiada da pagina GOTTFRIED KELLER:
http://home.snafu.de/mcthree/literatur/biografien/