Goffredo Mamelli
(1827 - 1849)
Poeta nacionalista e herói italiano nascido em Gênova, ao norte da Itália, compositor da letra do hino nacional italiano e, por isso intitulado Inno di Mameli. Filho de um comandante de um navio de guerra, desde cedo demonstrou talento para a poesia romântica e cheia de patriotismo. Aos 15 anos de idade publicou seus primeiros poemas, antes de entrar para a faculdade de Direito. Líder nato, logo que soube da notícia das Cinque Giornata, comandou um grupo de jovens durante a campanha (1848). Tomando o partido de Giuseppe Mazzini, contra a monarquia de Torino, partiu para Roma para fundar a República Romana. Participou de combates violentos ao lado de Garibaldi, em Roma, até que, infelizmente, foi ferido na perna no dia 03 de junho, durante uma batalha (1849). Vítima do infeccionamento do mesmo ferimento acabou falecendo precocemente em Roma, no dia seis de julho, após um mês de agonia e um antes de completar vinte e dois anos. Conta-se que mesmo agonizando e delirando, declamava suas poesias exaltando a liberdade e a mulher ideal, numa mistura poética de amor e da guerra na luta pela liberdade. Nos tempos das guerras pela independência da Itália, uma das músicas mais cantadas pelos soldados italianos era Fratelli d'Itália, cuja letra era de sua autoria (1847), embora existisse outras antigas canções como o Elmo di Scipio e a Vittoria schiava di Roma. Com a proclamação da República Italiana (1946) após a II Grande Guerra e a derrota do facismo, a canção Fratelli d'Itália foi indicada, com algumas adaptações e musicada por Michele Novaro (1822-1885), para ser o Hino Oficial da Itália.


A  N  E  X  O

(Copiado do texto de http://www.italianoar.com/cantores/goffredo_mamelli/bio_mamelli.htm)

F R A T E L L I   D' I T A L I A - Inno di Mameli
(Goffredo Mamelli - 1847)

 

Fratelli d'Italia,
l'Italia s`è desta;
Dell'elmo di Scipio
S'è cinta la testa.
Dov'è la Vittoria?
Le porga la chioma,
Che schiava di Roma
Iddio la creò.

Stringiamoci a coorte,
Siam pronti alla morte.
Italia chiamò.

Noi siamo da secoli
Calpesti, derisi,
Perchè non siam popolo,
Perchè siam divisi.
Raccolgaci un'unica
Bandiera, una speme:
>Di fonderci insieme
Già l'ora suonò.

Stringiamoci a coorte,
Siam pronti alla morte.
Italia chiamò.

Uniamoci, amiamoci,
L'unione e l'amore
Rivelano ai popoli
Le vie del Signore.
Giuriamo far libero
Il suolo natio:
Uniti, per Dio,
Chi vincer ci può?

Stringiamoci a coorte,
Siam pronti alla morte.
Italia chiamò.

Dall'Alpe a Sicilia,
Dovunque è Legnano;
Ogn'uom di Ferruccio
Ha il core e la mano;
I bimbi d'Italia
Si chiaman Balilla;
Il suon d'ogni squilla
I Vespri suonò.

Stringiamoci a coorte!
Siam pronti alla morte;
Italia chiamò.

Son giunchi che piegano
Le spade vendute;
Già l'Aquila d'Austria
Le penne ha perdute.
Il sangue d'Italia
E il sangue Polacco
Bevè col Cosacco,
Ma il cor le bruciò

Stringiamci a coorte!
Siam pronti alle morte;
Italia chiamò.