Giuseppe Fortunino Francesco Verdi
(1813 - 1901)
  Famoso compositor clássico italiano nascido em Roncole, perto de Busseto, ducado de Parma, de enorme sucesso popular e considerado o compositor de óperas mais representado no mundo. De família humilde e inculta, era filho de Carlo Verdi, dono de uma taberna, e de Luisa Utini, e ainda pequeno interessou-se por música e, aos doze anos, foi levado para estudar música em Busseto, sede do município, por um comerciante protetor Antonio Barezzi. Enviado para Milão (1831), estudou por três anos com um professor particular e músico do Scala e voltou para Busseto, onde se tornou mestre de capela e maestro da banda. Posteriormente, mudou-se definitivamente para Milão, com sua esposa Margherita Barezzi, filha de seu protetor. Apresentou sua primeira ópera, Oberto, conte di San Bonifacio (1839), no Teatro alla Scala de Milão, com repercussão discreta. Frustrado com o fracasso de uma ópera cômica, Un Giorno di Regno, e amargurado com a morte acidental da esposa, de apenas 27 anos, e de seus dois filhos (1840), pensou em desistir de compor. Bartolomeo Morelli, diretor do Teatro alla Scala, que não aceitava sua resignação, incentivou-o a compor uma a peça de teatro que falasse sobre o sentimento do povo italiano, sob a repressão dos austríacos e franceses. Assim surgiu Nabucco (1842), sobre o cativeiro dos hebreus na Babilônia por Nabucodonosor. O enredo identificava-se com o sentimento do povo italiano e obteve extraordinário êxito em Milão e lhe trouxe a celebridade merecida. Consolidou-se com uma série de óperas de temas literários e históricos, como Ernani (1844), Giovanna d'Arco (1845) e Macbeth (1847). Na década seguinte, mudou-se para Paris, onde consolidou um grande prestígio internacional. Apaixonou-se pela cantora Giuseppina Strepponi, com quem se casaria depois de uma  feliz e duradoura união (1859), e voltou para Busseto, onde logo compôs mais três obras-primas: Rigoletto (1851), Il trovatore (1853) e La traviata (1853). Com grande prestígio internacional, continuou sua criação de obras espetaculares, especialmente para a Ópera de Paris, embora freqüentemente tivesse problemas com os censores austríacos, que dominavam politicamente parte do território italiano. Com a Itália unificada, livrou-se dos censores e foi deputado por um breve período, mas não se interessou por uma participação política mais efetiva. Com Don Carlos (1867), a célebre Aida (1871), encomendada para a inauguração do canal de Suez; e a Messa da requiem (1874), em memória do escritor Alessandro Manzoni, demonstrou ainda mais seu aprimoramento artístico. Suas duas últimas óperas, Otello (1887) e Falstaff (1893), foram escritas a partir de Shakespeare, e são consideradas o auge da integração entre os elementos musicais e dramáticos. Em seus últimos anos dedicou-se à composição de peças corais religiosas e morreu em Milão, Itália, aos 87 anos, em conseqüência de uma trombose. Atendendo seus desejos, seu túmulo foi colocado na Casa di Reposo Giuseppe Verdi, que permaneceu mantida com recursos provenientes dos direitos autorais de sua obra. Em sua extensa obra ainda destacaram-se Nabucco (1842), Simon Boccanegra (1857), Un ballo in maschera (1859) e La forza del destino (1862).

Figura copiada do sítio ClASSICAL NET:
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