Famoso compositor clássico italiano nascido em Roncole, perto de
Busseto, ducado de Parma, de enorme sucesso popular e considerado o compositor
de óperas mais representado no mundo. De família humilde
e inculta, era filho de Carlo Verdi, dono de uma taberna, e de Luisa
Utini, e ainda pequeno interessou-se por música e, aos doze
anos, foi levado para estudar música em Busseto, sede do município,
por um comerciante protetor Antonio Barezzi. Enviado para Milão
(1831), estudou por três anos com um professor particular e músico
do Scala e voltou para Busseto, onde se tornou mestre de capela e maestro
da banda. Posteriormente, mudou-se definitivamente para Milão, com
sua esposa Margherita Barezzi, filha de seu protetor. Apresentou
sua primeira ópera, Oberto, conte di San Bonifacio (1839),
no Teatro alla Scala de Milão, com repercussão discreta.
Frustrado com o fracasso de uma ópera cômica, Un Giorno
di Regno, e amargurado com a morte acidental da esposa, de apenas 27
anos, e de seus dois filhos (1840), pensou em desistir de compor. Bartolomeo
Morelli, diretor do Teatro alla Scala, que não aceitava sua
resignação, incentivou-o a compor uma a peça de teatro
que falasse sobre o sentimento do povo italiano, sob a repressão
dos austríacos e franceses. Assim surgiu Nabucco (1842),
sobre o cativeiro dos hebreus na Babilônia por Nabucodonosor.
O enredo identificava-se com o sentimento do povo italiano e obteve extraordinário
êxito em Milão e lhe trouxe a celebridade merecida. Consolidou-se
com uma série de óperas de temas literários e históricos,
como Ernani (1844), Giovanna d'Arco (1845) e Macbeth
(1847). Na década seguinte, mudou-se para Paris, onde consolidou
um grande prestígio internacional. Apaixonou-se pela cantora Giuseppina
Strepponi, com quem se casaria depois de uma feliz e duradoura
união (1859), e voltou para Busseto, onde logo compôs mais
três obras-primas: Rigoletto (1851), Il trovatore (1853)
e La traviata (1853). Com grande prestígio internacional,
continuou sua criação de obras espetaculares, especialmente
para a Ópera de Paris, embora freqüentemente tivesse problemas
com os censores austríacos, que dominavam politicamente parte do
território italiano. Com a Itália unificada, livrou-se dos
censores e foi deputado por um breve período, mas não se
interessou por uma participação política mais efetiva.
Com Don Carlos (1867), a célebre Aida (1871), encomendada
para a inauguração do canal de Suez; e a Messa da requiem
(1874), em memória do escritor Alessandro Manzoni, demonstrou
ainda mais seu aprimoramento artístico. Suas duas últimas
óperas, Otello (1887) e Falstaff (1893), foram escritas
a partir de Shakespeare, e são consideradas o auge da integração
entre os elementos musicais e dramáticos. Em seus últimos
anos dedicou-se à composição de peças corais
religiosas e morreu em Milão, Itália, aos 87 anos, em conseqüência
de uma trombose. Atendendo seus desejos, seu túmulo foi colocado
na Casa di Reposo Giuseppe Verdi, que permaneceu mantida com recursos
provenientes dos direitos autorais de sua obra. Em sua extensa obra ainda
destacaram-se Nabucco (1842), Simon Boccanegra (1857), Un
ballo in maschera (1859) e La forza del destino (1862).
Figura copiada do sítio
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