Escritor italiano nascido em Florença, que produziu uma obra profundamente
subjetiva e sempre marcada pela polêmica. Seu pai, Luigi Papini,
um soldado das hostes de Garibaldi e partícipe do Risorgimento,
e sua mãe Erminia Cardini, foram responsáveis por
boa parte de sua educação. Diplomou-se na Universidade de
Florença e logo se tornou um líder literário na cidade.
Foi um dos fundadores e editor da influente revista literária Leonardo
(1903), uma publicação importante do início do século
XX na Itália, em que colaboraram grandes intelectuais da época
e onde ele publicou diversos artigos violentamente anti-tradicionalistas,
como Il crepuscolo dei filosofi (1906). Ffechou a revista e passou
a colaborar em L'Anima e La Voce e escreveu o romance autobiográfico
Un uomo finito (1912), talvez sua obra mais conhecida. No ano seguinte
fundou uma revista de vanguarda que durou apenas dois anos, Lacerba (1913-1915).
De uma família simples e tradicionalmente católica, foi inicialmente
um cético, mas depois de uma crise espiritual passou a católico
fervoroso (1920) e sua obra posterior caracterizou-se pela presença
do diabo como tema de grandes discussões e controvérsias.
Depois de seu retorno ao catolicismo, escreveu obras memoráveis
como Storia di Cristo (1921), Pane e vino (1926), volume
de poesias, Sant'Agostino (1929) e Il diavolo (1953), este
censurado pelo Vaticano. Ganhou o Prêmio Mussolini com Dante
vivo (1933), biografia de Dante Alighieri. Politicamente era
um fascista declarado, escreveu mais de sessenta livros e morreu em Florença.
A crítica européia classificou Gog (1931), uma coletânea
de contos filosóficos, escritos num estilo brilhante e satírico,
como sua melhor obra
Figura copiada do GIOVANNI PAPINE
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