Giovanni Papini
(1881 - 1956)
  Escritor italiano nascido em Florença, que produziu uma obra profundamente subjetiva e sempre marcada pela polêmica. Seu pai, Luigi Papini, um soldado das hostes de Garibaldi e partícipe do Risorgimento, e sua mãe Erminia Cardini, foram responsáveis por boa parte de sua educação. Diplomou-se na Universidade de Florença e logo se tornou um líder literário na cidade. Foi um dos fundadores e editor da influente revista literária Leonardo (1903), uma publicação importante do início do século XX na Itália, em que colaboraram grandes intelectuais da época e onde ele publicou diversos artigos violentamente anti-tradicionalistas, como Il crepuscolo dei filosofi (1906). Ffechou a revista e passou a colaborar em L'Anima e La Voce e escreveu o romance autobiográfico Un uomo finito (1912), talvez sua obra mais conhecida. No ano seguinte fundou uma revista de vanguarda que durou apenas dois anos, Lacerba (1913-1915). De uma família simples e tradicionalmente católica, foi inicialmente um cético, mas depois de uma crise espiritual passou a católico fervoroso (1920) e sua obra posterior caracterizou-se pela presença do diabo como tema de grandes discussões e controvérsias. Depois de seu retorno ao catolicismo, escreveu obras memoráveis como Storia di Cristo (1921), Pane e vino (1926), volume de poesias, Sant'Agostino (1929) e Il diavolo (1953), este censurado pelo Vaticano. Ganhou o Prêmio Mussolini com Dante vivo (1933), biografia de Dante Alighieri. Politicamente era um fascista declarado, escreveu mais de sessenta livros e morreu em Florença. A crítica européia classificou Gog (1931), uma coletânea de contos filosóficos, escritos num estilo brilhante e satírico, como sua melhor obra

Figura copiada do GIOVANNI PAPINE WEB SITE::
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