Giovanni
Pierluigi da Palestrina
(1524 - 1594)
Organista
e bem sucedido comerciante de peles nascido em Palestrina, nos Montes Sabinos,
próxima a Roma, Itália, um dos mais importantes compositores
da música sacra italiana do século XVI. Começou no
coro infantil da localidade onde depois tomaria a direção
da escola de música da catedral de Palestrina (1545-1551). Formado
como cantor e organista na basílica de Santa Maria Maggiore de Roma,
no qual foi diretor (1561-1568), quando, então, foi nomeado pelo
Papa Jetro III para dirigir o Cappella Giulia (1570-1594), na basílica
de São Pedro. Casado com Lucrezia Gori (1547), perdeu o cargo depois
que Paulo IV proibiu aos homens casados servir nos coros pontifícios.
Passou então a dirigir o coro da igreja de São João
de Latrão, onde seus esforços foram frustrados pela limitação
dos cantores, e, após um ano sem emprego, aceitou novo cargo na
igreja de Santa Maria Maggiore. Anulada a proibição ditada
por Paulo IV (1578), assumiu o cargo de mestre de música da basílica
de São Pedro. Durante as epidemias (1570), perdeu a esposa e os
dois filhos mais velhos, ambos de promissor talento musical. Anunciou,
na época, a intenção de se tornar padre, mas se casou
com Virginia Dormoli, rica dama romana (1581). Trabalhou durante quatro
anos para o cardeal Ippolito d'Este e depois foi chamado à corte
de Viena pelo imperador Maximiliano II, mas preferiu permanecer em Roma
e, em seus últimos anos, por encargo de Gregório XIII e em
conjunto com o compositor Annibale Zoilo, se dedicou à reestruturação
do cantochão, tradicional forma coral litúrgica. Com uma
vasta produção que inclui 105 missas e 250 motetes, além
de madrigais e outros gêneros profanos, tornou-se o mais célebre
compositor de música sacra do século XVI. Morreu em Roma e marcou, com sua
obra, a música polifônica do Renascimento e da Contra-Reforma.