Giovanni
Battista Riccioli
(1598 - 1671)
Padre
astrônomo italiano nascido em Ferrara, que fez um mapa da Lua (1651)
e deu nomes aos acidentes da Lua que são usados até
hoje e, assim, juntamente com o também padre Francesco Grimaldi,
considerados os fundadores da selenografia, o estudo científico
da Lua. Entrou para a Sociedade de Jesus (1614), depois ensinou
filosofia e teologia por vários anos em Parma e Bologna e, a pedido
dos superiores dele, se dedicou completamente ao estudo de astronomia.
Foi o primeiro a informar o fenômeno conhecido como a Luz Pálida
de Vênus (1643). A estranha e fraca luminosidade é observada
durante a noite e foram tentados estudos por alguns missões espaciais,
inclusive pelas sonda Pionner e as russas Venera 11 e 12.
O fenômeno que ocorre durante algumas épocas do ano permanece
esporádico e sua explicação ainda é duvidosa.
Descobriu a Zeta Ursa Maior (1650), considerada na época a primeira
estrela dupla, mas atualmente é reconhecida como uma quádrupla.
Morreu em Bologna, aos 73 anos, sendo seus principais trabalhos Geographiæ
et hydrographiæ reformatæ libri XII (Bologna, 1661),
Astronomia reformata, 2 vols. (Bologna, 1665), Chronologia reformata
(1669) e Tabula latitudinum et longitudinum (Vienna, 1689). Em seu
Almagestum novum (1651) utilizou pela primeira vez o nome mar
para designar as zonas escuras e uniformes da superfície do satélite.