Pintor italiano nascido em Castelfranco Veneto, Veneza, marco do apogeu
renascentista e iniciador da escola veneziana e um dos mais influentes
nos séculos seguintes, dando origem a numerosas imitações,
mas de cuja obra restam pouquíssimos exemplos, como o retrato Laura
(1506). Os poucos dados biográficos que existem sobre sua vida e
carreira são confusos, mas parece que ele iniciou (1490) a aprendizagem
com Giovanni Bellini, o grande mestre veneziano daquele momento,
que lhe ensinou os rudimentos da técnica, do colorido e do estilo.
Influenciado por seu mestre, abandonou a rigidez geométrica do renascimento
à qual antepôs a suave modelagem e a difusão dos contornos
na luz. Pintou afrescos no Fondaco dei Tedeschi, um empório
comercial dos alemães em Veneza (1508), que em sua quase totalidade
foram destruídos pela umidade. Infelizmente são poucas as
obras que trazem assinatura, o que torna extremamente difícil sua
identificação, mas especialistas atribuem-lhe pelo menos
mais uma meia dúzia de pinturas, e consideram A tempestade
(1505), paisagem com bosques e ruínas, sua obra-prima, uma belíssima
tela que o pintor realmente deixou claro para a posteridade que foi obra
de seu pincel genial. Aparentemente deixou ainda vários quadros
incompletos, que podem ter sido concluídos por Ticiano ou
por Sebastiano del Pombo, dois artistas muito influenciados por
ele. Provavelmente morreu em Veneza, possivelmente vítima da epidemia
de peste. Em Veneza, no início do século XVI, com sua expressividade,
junto com pintores como Tintoretto, com sua grandiosidade, Ticiano,
com seu uso de cores, Veronèse, com seu senso espacial, deram
início a última fase do Renascimento, no século
XVI, e Cinquecento (1500-1599), passando a valorizar mais a cor
e uma rigorosa perspectiva em relação a forma. Do ponto de
vista artístico, o Renascimento foi um movimento cultural
cuja principal característica foi o surgimento da ilusão
de profundidade nas obras. Em termos gerais, por definição
o Renascimento foi um movimento artístico, científico
e literário que floresceu na Europa no período correspondente
entre à Baixa Idade Média e o início da Idade Moderna,
do século XIII ao XVI, com o berço na Itália e tendo
em Florença e Roma como seus dois centros mais importantes. Sua
principal característica foi o surgimento da ilusão de profundidade
nas obras e, cronologicamente, pode ser dividido em quatro períodos:
Duocento (1200-1299), Trecento (1300-1399), Quattrocento (1400-1499)
e Cinquecento (1500-1599).
Figura copiada da página
GIORGIONE / NNDB:
http://www.nndb.com/