Giovanni Verga
(1840 - 1922)


Escritor italiano nascido em Catânia, uma comuna italiana da região da Sicília, província de Catania, principal expoente do verismo e inspirador do movimento neo-realista no cinema italiano. Originário de uma família de prósperos proprietários rurais, era o primeiro filho de Giovanni Battista Catalano Verga e Caterina Di Mauro, cursou direito na universidade de sua cidade natal e, ainda estudante, começou a se dedicar à literatura e tornou-se bem prestigiado com a publicação de romances históricos, como I carbonari della montagna (1861-1862), usando dinheiro que o seu pai tinha lhe dado. Serviu na Guarda Nacional da Catânia (1860-1864) e depois viajou várias vezes até Florença até que para lá mudou-se (1869). Três anos depois fixou-se em Milão, onde fez amizade com o romancista siciliano Luigi Capuana, considerado o iniciador do verismo, escola realista surgida na literatura italiana no fim do século XIX. Sob a influência do estilo de Capuana e dos naturalistas franceses, escreveu seus trabalhos mais significantes, entre eles romances como Eva (1873) e Eros (1875), ambientados na alta burguesia. Depois publicou a coleção de história Vita dei campi (1880), uma descrição da sociedade rural siciliana por meio do verismo, e I Malavoglia (1881), tido como sua obra-prima. Seu conto Cavalleria rusticana (1884), que foi adaptado para o teatro e depois serviu de base para a composição da ópera de Mascagni. Quando publicou os romances I Malavoglia e Mastro Don Gesualdo (1889), ambos reconhecidos amplamente como obras-primas, tinha seu prestígio internacional consolidado. Voltou a morar em sua cidade natal (1893), onde viveu por mais quase três décadas na casa onde nascera, e morreu de uma trombose cerebral, aos 81 anos.